Confiança nos pastores está em declínio nos EUA, revela pesquisa

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Novas pesquisas revelam que apenas 27% dos adultos nos EUA classificam a honestidade e a ética dos pastores como altas ou muito altas. O dado, da Lifeway Research, mostra queda de 3 pontos percentuais em relação ao mínimo histórico anterior, e aponta para uma tendência de declínio que persiste há mais de uma década.

Segundo o relatório da Gallup, 27% dos adultos consideram os membros do clero com alto ou muito alto nível de honestidade e ética. O segmento inclui 6% que atribuem uma classificação muito alta e 21% alta; metade dos entrevistados diz que a honestidade é apenas mediana. Em 2025, 36% relataram ter muita ou bastante confiança na igreja, frente a 31% em 2022 e 32% em 2024, sugerindo uma recuperação gradual da confiança institucional, apesar do escrutínio sobre líderes individuais.

A erosão da confiança não atinge apenas o ministério: 15 das 20 carreiras avaliadas em 2025 registraram quedas. O grupo central de 11 profissões atingiu um mínimo de 29% em avaliação positiva. A trajetória aponta de um pico de 56% entre 2000 e 2009 para 27% hoje, com o ponto mais alto registrado em 2001, após ataques de 11 de setembro, quando a confiança chegou a 64%, antes de entrar em queda contínua.

A última vez que a maioria dos americanos acreditou que o clero possuía padrões éticos elevados foi em 2012. Hoje, os pastores se enquadram em uma posição ligeiramente positiva, ao lado de profissionais como professores do ensino médio, policiais e agentes funerários, ainda atrás de enfermeiros, veteranos militares e médicos. A confiança varia conforme demografia: brancos confiam mais (33%) que não brancos (18%), jovens de até 34 anos tinham apenas 17% de confiança alta, enquanto pessoas com 55 anos ou mais atingiam 38%. Além disso, renda e escolaridade superiores se associam a níveis de confiança mais altos.

Politicamente, a diferença é perceptível: 36% dos republicanos classificam a honestidade do clero como alta, contra 25% entre democratas e 24% entre independentes, revelando uma disparidade de 15 pontos percentuais na confiança partidária.

A pesquisa evidencia uma mudança profunda na percepção pública sobre o clero e a igreja no país, com impactos na leitura sobre instituições religiosas e no diálogo entre fé e sociedade. Comente abaixo: você concorda com esses números? Quais fatores você acredita que podem restaurar a confiança na ética dos líderes religiosos?

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