Um fundo de investimentos de R$ 690 milhões liga o empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, a um dos principais investigados da operação Carbono Oculto, Ramon Pessoa Dantas.
Segundo dados da CVM, o FIP Leal, de Zettel, investia em três fundos: Arleen, B10 e Duke. O Duke tinha Ramon Pessoa Dantas como representante legal e ele era o diretor-executivo da Reag DTVM, a principal empresa do grupo Reag.
A operação Carbono Oculto foi deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2025, com o objetivo de investigar lavagem de dinheiro da facção PCC por meio da indústria de combustíveis.
Dantas assinou, em nome da Reag, a venda da Usina Itajobi, em Catanduva (SP), para Mohamed Mourad, conhecido como o “Primo”.
Mourad adquiriu a Itajobi quando a empresa atravessava um momento próximo de recuperação judicial. A usina, que produz etanol a partir de cana-de-açúcar, foi a primeira compra de Mourad com o fundo chamado Mabruk II, também gerido pela Reag. A documentação da transação está na estrutura da Carbono Oculto.
Segundo a CVM, a posição do FIP Leal, no Duke, atingiu valor de mercado de R$ 6,5 milhões em junho de 2024.
Fabiano Zettel é pastor da Igreja Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), formado em direito e CEO da Moriah Asset, fundo de investimento voltado a participações no setor fitness. Zettel é casado com Natália Vorcaro, irmã de Daniel Vorcaro.
A coluna tentou ouvir Zettel, que não respondeu até o fechamento, e não houve contato com Ramon Dantas; o espaço permanece aberto para manifestações oficiais.
Qual a sua leitura sobre esses vínculos entre fundos, pessoas ligadas ao setor financeiro e operações de aquisição de ativos em um contexto de apuração por lavagem de dinheiro? Deixe sua opinião nos comentários.

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