A Rússia lançou, na madrugada desta terça-feira, um dos seus maiores ataques aéreos contra a Ucrânia, poucos dias antes de novas negociações para encerrar o conflito, previstas para 4 e 5 de fevereiro. O ataque envolveu mais de 70 mísseis e 450 drones de ataque, atingindo várias regiões do país: Sumy e Kharkiv, Kyiv, Kiev, Dnipro, Odessa e Vinnytsia.

De acordo com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a Rússia se aproveitou dos dias mais frios do inverno para o ataque. Em publicação no X, ele detalhou o uso de mais de 70 mísseis e 450 drones para mirar alvos no território ucraniano.
Os ataques atingiram diversas regiões do país, incluindo Sumy, Kharkiv, Kyiv, Kiev, Dnipro, Odessa e Vinnytsia, segundo Zelensky. A ofensiva ocorre semanas antes de novas rodadas de negociação sobre o fim da guerra.
“Aproveitar-se dos dias mais frios do inverno para aterrorizar as pessoas é mais importante para a Rússia do que recorrer à diplomacia”, afirmou Zelensky. Ele ressaltou que, “sem pressão sobre a Rússia, não haverá fim para a guerra”, acusando Moscou de escolher o terror e defendendo uma “máxima pressão” sobre o país de Vladimir Putin.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, também comentou o assunto, dizendo que os principais alvos foram instalações de energia e residências. Ele reiterou as críticas à estratégia russa de ataque deliberado a infraestrutura civil para intimidar a população.
“Putin esperou a queda das temperaturas e estocou drones e mísseis para continuar seus ataques genocidas contra o povo ucraniano. Nem os esforços diplomáticos previstos em Abu Dhabi esta semana, nem as promessas aos Estados Unidos o impediram de continuar aterrorizando pessoas comuns no inverno mais rigoroso”, afirmou o ministro, reiterando a gravidade da escalada.
Fique atento às próximas atualizações sobre o conflito e compartilhe sua opinião: o que você espera que aconteça nas negociações de paz e como esses ataques afetam a vida cotidiana na região?

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