Recife rejeitou, nesta terça-feira, a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). A solicitação, protocolada pelo vereador Eduardo Moura (Novo) e assinada por parlamentares da oposição, ocorreu após mudanças no resultado de um concurso público que teriam beneficiado o filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e de um juiz do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Em meio à repercussão, a nomeação foi cancelada no final de dezembro.
O autor da ação acusou João Campos de crime de responsabilidade e infração político-administrativa, com suposta violação de dispositivos da Lei Orgânica do Município. Para aprovar o impeachment, era necessária a maioria simples da Câmara, o que não ocorreu: foram 25 votos contrários, 9 a favor e 3 abstenções.
As críticas ganharam força após a Prefeitura nomear, em 23 de dezembro, como procurador do município o candidato Lucas Vieira Silva, filho do juiz Rildo Vieira da Silva e da procuradora do Tribunal de Contas do Estado, Maria Nilda Silva, após alterações na lista de aprovados na condição de pessoas com deficiência. Na homologação de 2023, ele estava na 63ª posição entre os candidatos a três vagas de ampla concorrência.
Esses episódios alimentam o debate sobre critérios de nomeação e integridade de concursos públicos na cidade. A Câmara mantém a decisão de não abrir o processo, enquanto a oposição cobra explicações sobre os motivos por trás das escolhas. Deixe sua opinião nos comentários: você concorda com a decisão ou enxerga pontos que mereçam nova análise?

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