O Banco de Brasília (BRB) decidiu vender toda a carteira adquirida do Banco Master, incluindo carteiras de atacado, pessoas físicas e fundos, avaliada em R$ 21,9 bilhões. A operação fica a cargo da BRB Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (BRB DTVM). O presidente Nelson Antônio de Souza vai a Faria Lima, em São Paulo, negociar com potenciais compradores nesta quarta-feira (4/2).
Um dos imóveis que o BRB adquiriu do Master e que agora será colocado à venda é um terreno na Marginal Pinheiros, próximo da Casa Fasano e do complexo Cidade Jardim. A operação de venda é realizada pela BRB DTVM.
Souza disse à reportagem que “o banco está cada vez mais forte e hoje tem uma gestão completa”, após tomar posse em novembro, em meio à deflagração da Operação Compliance Zero.
Paralelamente à venda dos ativos oriundos do Master, o BRB também elabora um plano de capital que prevê opções para capitalização, como a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) e empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo o presidente, se a venda dos ativos for efetivada, o BRB não precisará de aporte do Governo do Distrito Federal (GDF).
O Banco Central determinou provisionamento do BRB no valor de R$ 2,6 bilhões para cobrir fraude em carteiras adquiridas pelo Master. A instituição informou, por meio de nota, ter liquidado ou substituído R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões pagos em carteiras suspeitas de inexistência. A Polícia Federal investiga o caso no âmbito da Operação Compliance Zero.
O BRB enfatiza que está fortalecendo a liquidez, a capitalização e a transparência, com foco na proteção dos recursos dos clientes e do controlador.
O que você acha desse movimento do BRB? Compartilhe sua opinião sobre a venda da carteira do Master e as medidas de controle adotadas pela instituição nos comentários.



Facebook Comments