Durante a solenidade de lançamento do pacto “Todos por Todas” contra o feminicídio, realizada nesta quarta-feira (4) no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que cria um Comitê Interinstitucional de Gestão, com representantes dos três poderes. O objetivo é assegurar a efetividade das ações firmadas para enfrentar a violência contra as mulheres.
O comitê terá 12 membros: quatro do Poder Executivo, quatro do Legislativo e quatro do Judiciário. Do governo federal, participarão uma representante do Ministério das Mulheres, uma do Ministério da Justiça, uma da Casa Civil e uma da Secretaria de Relações Institucionais.
“Esse comitê se reunirá para discutir um plano de trabalho comum com ações prioritárias contundentes e efetivas para enfrentar o feminicídio. Serão convidados para esta tarefa entidades da sociedade civil, movimentos populares, da academia e de organismos internacionais. Usaremos de toda a nossa estrutura para atingir esse nosso objetivo”, afirmou a ministra Gleisi Hoffmann, à frente da Secretaria de Relações Institucionais.
Segundo a ministra, os três poderes lançam a partir de hoje uma campanha nacional unificada de mídias para informar a população sobre a importância da ação contra o feminicídio. Hoffmann também destacou que o comitê buscará engajar estados e municípios.
Como ação simbólica, os edifícios do Planalto e do Supremo Tribunal Federal serão iluminados com as cores do pacto. O Congresso Nacional também fará uma projeção mapeada com dados sobre o feminicídio, evidenciando a união dos três poderes no enfrentamento da violência contra as mulheres.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência lançou, como peça central da campanha, um filme que ressignifica a canção “Maria da Vila Matilde” para convocar os homens a assumirem papel ativo na mudança de comportamentos e na defesa da vida e dos direitos das mulheres.
A estratégia inclui ainda o site TodosPorTodas.br, que reunirá informações sobre o pacto, divulgará ações previstas, apresentará canais de denúncia e políticas públicas de proteção às mulheres. A plataforma contará com um guia para download, com informações sobre tipos de violência, políticas de enfrentamento e orientações para uma comunicação responsável, alinhada ao compromisso de salvar vidas.
Convidamos você a acompanhar os próximos passos desse movimento, compartilhar sua opinião nos comentários e acompanhar as ações que chegam aos estados, municípios e à sociedade civil. Sua participação é essencial para ampliar a proteção às mulheres e o respeito aos direitos de todas as moradoras da região.

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