Milhares de camarões de água doce foram encontrados mortos no Rio Tietê, na prainha de Igaraçu do Tietê, no interior de São Paulo. O pico de mortandade ocorreu no fim da tarde de segunda-feira, 2, e, entre terça e quarta-feira, 4, ainda havia espécimes morrendo.
A CETESB enviou técnicos ao local, recolhendo amostras de água e de camarões para análise em laboratório. Os trabalhos visam identificar as causas e embasar ações de mitigação.
O Grupo Macrofitas, formado por representantes da sociedade civil, operadores de barcos no Tietê e especialistas, também acompanha o caso. Em nota, o grupo informa que houve mortandade apenas de camarões na Praia de Igaraçu do Tietê e que nenhuma outra espécie foi afetada.
Mortandade de camarões no rio Tietê pode estar associada à poluição orgânica, segundo o Macrofitas, que aponta fatores como a redução do oxigênio dissolvido na água, eutrofização, descargas químicas e variações ambientais bruscas. A leitura é de que o ecossistema é frágil e que há necessidade de controle rigoroso das fontes de poluição e de uma gestão integrada do rio.
A CETESB informou que técnicos visitaram a prainha na tarde de terça-feira, 3, e coletaram novas amostras para análise. A agência também orienta a população a não pescar nem banhar-se no local até a conclusão dos exames.
A prainha fica próxima à barragem da usina hidrelétrica de Barra Bonita. Auren Energia, operadora da barragem, afirma não haver relação entre a manutenção da eclusa e o aparecimento de camarões, e se colocou à disposição para apoiar as autoridades na apuração.
O camarão de água doce Macrobrachium, conhecido como pitu, tem sabor similar ao do camarão marinho. Trata-se de uma espécie nativa de regiões lacustres do sudeste dos Estados Unidos e que ocorre até o sul do Brasil, comum em águas correntes.
O que você acha que pode estar por trás desse fenômeno? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte se já observou situações parecidas na região ou tem perguntas sobre a qualidade da água e a fiscalização ambiental.

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