Autoridades antidoping dos Jogos Milão-Cortina 2026 vão investigar suspeitas de um método supostamente usado por saltadores de esqui para melhorar o desempenho, com a competição programada entre 6 e 22 de fevereiro de 2026.
As informações começaram a circular após reportagens de veículos alemães, que apontam uma teoria de que injeções de ácido hialurônico teriam aumentado o tamanho da virilha, alterando a largura dos trajes de competição e potencialmente ampliando a área de superfície no ar para saltar mais longe.
A-WADA (Agência Mundial Antidoping) afirmou que irá analisar todas as informações para verificar se o suposto método está relacionado ou não ao doping, dependendo de como os dados se apresentarem durante as investigações.
Vale lembrar que os trajes de competição são rigidamente regulamentados e modificações podem acarretar penalidades. Em janeiro, três membros da equipe técnica da seleção norueguesa de salto de esqui foram suspensos por 18 meses pela Comissão de Ética da FIS por alegações de adulteração de trajes durante o Campeonato Mundial de Esqui Cross-Country em Trondheim (2025); posteriormente, receberam suspensão de três meses pela FIS. A Federação Norueguesa admitiu alterações, mas afirmou que dois saltadores não eram responsáveis pela fraude.
Em janeiro, Kamran Karim, médico do hospital Maria Hilf em Krefeld, afirmou à imprensa alemã que seria possível obter um aumento temporário e visível do pênis com injeções de parafina ou ácido hialurônico, embora destacando que a prática envolve riscos.
O tema surge em meio a perguntas sobre integridade técnica e regulamentos, já que as autoridades buscam esclarecer se qualquer prática envolve dopagem ou viola as regras de competição. O Milão-Cortina 2026 promete manter o foco na justiça esportiva e no espírito olímpico, sem abrir mão da transparência.
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