Networking do crime: clientes indicavam traficantes para outros compradores

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Dois traficantes foram presos na manhã desta sexta-feira (6/2) durante a Operação Theya, deflagrada pela 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro), no Distrito Federal. Os alvos estavam em suas residências, e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Taguatinga e Ceilândia.

Durante a ação, os investigadores apreenderam drogas, aparelhos celulares e materiais que fortalecem as provas contra o grupo criminoso.

Um dos aspectos mais marcantes foi o networking criminoso estruturado, em que clientes indicavam serviços dos traficantes. As negociações costumavam definir locais de entrega e manter estoque para distribuição rápida. A divisão de funções reunia fornecedores, distribuidores e responsáveis pelo transporte.

O grupo tinha como foco principal a venda de drogas de alto valor, como colômbia gold, skunk, dry e gold, com negociações realizadas por aplicativos de mensagens e pagamentos efetuados via Pix.

O quilo da droga poderia chegar a R$ 14 mil, revelando o vultuoso lucro da organização. Após as prisões, os investigados foram encaminhados à carceragem da Divisão de Custódia e Controle de Presos (DCCP/PCDF), permanecendo à disposição da Justiça.

As investigações tiveram início após a prisão de um traficante em Ceilândia, permitindo mapear toda a estrutura da quadrilha e identificar outros seis envolvidos. O grupo atuava de forma organizada, compartilhando clientes, fornecedores e uma logística definida para a distribuição das substâncias.

Imagens da operação mostram o trabalho policial, com apreensões e apreensão de material relacionado ao crime.

Entenda o caso: as apurações indicam que a prisão inicial em Ceilândia desencadeou o desmantelamento de uma rede com atuação estruturada, facilitando a distribuição das drogas no DF.

O que chamou a atenção foi a organização interna da quadrilha, com divisão clara de funções, alvo de clientes e fornecedores, e uma logística que permitia entregas rápidas e discretas, potencializando o lucro com a venda de drogas de alto valor.

Após as prisões, os investigados permaneceram à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil segue monitorando possíveis desdobramentos da operação.

Imagens:

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