Segundo o texto analisado, Bolsonaro teria usado uma solda para desmontar a tornozeleira eletrônica que denunciava seus passos. Não se tratou de curiosidade ou de um surto, mas de uma tentativa de fugir do país, associada a aliados golpistas que buscavam contornar a democracia.
O texto pergunta se Bolsonaro não poderá tentar outra vez, caso a Justiça ceda às pressões e o devolva à prisão domiciliar. E questiona por que ele receberia tratamento diferente de outros criminosos em condições equivalentes, apenas por ter sido presidente.
A narrativa afirma que ele tentou dar um golpe para destruir a democracia e permanecer no poder. Por pouco não teve sucesso, e o texto cobra que ele pague pelo crime previsto na Constituição, para servir de exemplo aos seus apoiadores.
Segundo a defesa, conforme o texto, há a alegação de que ele estaria em risco de saúde e teria pedido cumprir o resto da pena em casa, acumulando 27 anos e três meses de prisão, por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Peritos médicos teriam examinado o caso.
O próprio Bolsonaro relatou melhoria em comparação ao local anterior, destacando maior espaço para circulação na Papudinha, em relação à antiga superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde estava detido. Estava com bom aspecto e sem dores.
A rotina descrita inclui dormir por volta de 22h, acordar às 5h e levantar apenas às 8h para atividades diárias. Pela manhã, lê; à tarde assiste esportes e caminha, em média, 1 km, sempre sob escolta. São cinco refeições diárias — café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia — com biscoitos e bolos trazidos pela família entre as refeições. A cela mede 55 metros quadrados.
Apesar disso, os peritos médicos não viram necessidade de transferência para outro local, mas destacam a necessidade de otimizar tratamentos e medidas preventivas, especialmente para evitar complicações cardiovasculares.
A avaliação indica que, se esses cuidados forem adotados, ele estaria mais seguro na Papudinha do que em casa, onde não haveria médicos 24 horas por dia nem ambulância à porta. O restante, segundo a nota, é especulação para manter a atenção da imprensa.
Essa descrição aparece nas colunas do Blog do Noblat, no Metrópoles.
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