Justiça do Rio decreta prisão preventiva de argentina acusada de racismo contra funcionários de bar na Zona Sul. A decisão, tomada a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro, acolhe as acusações de gestos racistas e injúrias contra quatro trabalhadores, com o passaporte da acusada retido e o uso de tornozeleira eletrônica estabelecido.
Segundo o Ministério Público, Agostina Paez, que estava no bar acompanhada de amigas, chamou um funcionário de “negro” de forma ofensiva após discordarem dos valores da conta, com a intenção de discriminá-lo pela raça e pela cor. Em seguida, a acusada passou a chamar a vítima de “mono” (macaco em espanhol) e a fazer gestos imitando o animal, atos que teriam ocorrido inclusive do lado de fora do bar.
A Promotoria afirmou que os relatos das vítimas foram corroborados por testemunhas e por imagens do circuito interno do bar, além de filmagens do momento dos fatos. O vídeo com os gestos da advogada ganhou ampla repercussão nas redes sociais.
Até o momento, não houve confirmação de prisão. A Jovem Pan informou que tenta contato com a defesa da acusada. A Justiça sustenta que a conduta configura crime de injúria racial no Brasil, independentemente de eventual alegação de brincadeira por parte da acusada.
O caso reacende o debate sobre racismo em espaços públicos e o papel da Justiça brasileira na proteção de vítimas. A denúncia tramita na 1ª Promotoria da Justiça de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca.
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