O Hospital Brasília Águas Claras confirmou o óbito encefálico de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos, que estava internado desde 22 de janeiro após ser agredido pelo ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso. Rodrigo era morador do Distrito Federal e estudava no Colégio Vitória Régia; ao longo dos dias, amigos e familiares realizaram vigílias na porta da unidade, a última ocorrendo na sexta-feira (6/2).
A confirmação da morte encefálica ocorreu na manhã de 7 de fevereiro, segundo nota do hospital, que ressaltou ter seguido todos os protocolos do Conselho Federal de Medicina. Em meio à dor, a instituição prestou solidariedade aos familiares e reiterou o suporte necessário nesse momento.
Segundo a família, Rodrigo havia reagido a estímulos nos dias que antecederam o óbito, o que levou os pais a suspenderem as visitas para preservá-lo. O óbito foi confirmado à coluna Na Mira pelo advogado da família, Albert Halex, que acompanha o caso.
A investigação aponta que a confusão teve início na noite de 22 de janeiro, quando Turra jogou chiclete mascado em um amigo da vítima. Após provocações, os dois adolescentes passaram a se agredir, e vídeos gravados no local mostram Turra desferindo um soco que fez Rodrigo bater a cabeça contra um carro, resultando em quadro grave e vômitos durante o socorro.
O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) solicitou nova ordem de prisão. Em coletiva, o delegado responsável, Pablo Aguiar, apresentou detalhes da apuração, afirmando que Turra já teria se envolvido em outros episódios violentos, incluindo a suposta tortura de uma adolescente com taser, classificando o comportamento do acusado como “sociopata”. A defesa, representada pelo advogado Enio Barros, contestou as declarações, afirmando que o delegado não tem competência para traçar traços psicológicos de alguém.
O caso ganhou atenção pública ao tratar de violência entre jovens e da atuação das autoridades. Enquanto as investigações seguem, não houve conclusão sobre todos os motivos que levaram ao ataque.
Você vê esse caso apenas como uma tragédia individual ou como um alerta sobre violência entre jovens e a necessidade de medidas preventivas? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre segurança, responsabilidade e apoio às famílias envolvidas.



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