Ex-ministro francês pede demissão após menção no caso Epstein

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Meta descrição: França: ex-ministro Jack Lang propõe renúncia da presidência do Instituto do Mundo Árabe (IMA) após abrir investigação por supostos vínculos com Epstein; envolve Caroline Lang e reacende debates sobre governança institucional. Palavras-chave: Jack Lang, Instituto do Mundo Árabe, Epstein, Barrot, França, lavagem de dinheiro, fraude fiscal, Caroline Lang.

Jack Lang, ex-ministro da Cultura da França, propôs neste sábado (7/2) deixar a presidência do Instituto do Mundo Árabe (IMA) diante da abertura de uma investigação pelo Ministério Público Nacional Financeiro sobre possíveis vínculos com o financiador Jeffrey Epstein. A apuração, iniciada na sexta-feira (6/2), envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e fraude fiscal agravada e atinge também a filha dele, Caroline.

Jean-Noël Barrot, chanceler francês, disse que tomou conhecimento da proposta de renúncia e deu início ao processo para designar o substituto, convocando, em até sete dias, uma reunião do conselho de administração para escolher um presidente interino. Ele acrescentou que, por enquanto, não houve acusação formal.

Lang, de 86 anos, já tinha afirmado que as acusações são infundadas e recebeu a abertura da investigação com serenidade. As autoridades não descartaram, por ora, a possibilidade de manter o ex-ministro à frente do IMA, cuja subvenção anual de 12,3 milhões de euros representa metade do orçamento do instituto.

As pressões aumentaram desde a divulgação de documentos norte-americanos sobre Epstein no fim de janeiro. Lang esteve recentemente em Marrakech, e Barrot ressaltou a prioridade de garantir o bom funcionamento, a continuidade e a integridade do IMA, reconhecendo que os dados apresentados são graves e exigem investigação rigorosa.

Caroline Lang renunciou, na última segunda-feira (2/2), à presidência de um sindicato de produtores de cinema, após a publicação de que teria fundado, em 2016, uma empresa offshore com Epstein. Em entrevista à BFMTV, Caroline disse que Epstein era um amigo, não um integrante do círculo mais próximo, e que não poderia antever os horrores revelados. O Ministério Público Nacional Financeiro abriu investigação preliminar sobre lavagem de dinheiro e fraude fiscal agravada envolvendo Jack Lang e Caroline Lang.

Entre os documentos, constam mensagens que revelam a relação entre Lang e Epstein. Em 2017, Etienne Binant, mecenas do IMA, escreveu a Epstein que Lang o convidava para seu aniversário “apenas para o círculo mais próximo”, e Lang teria escrito: “Caro Jeffrey, sua generosidade é infinita. Posso ainda abusar?”. O IMA, fundação privada criada em 1980, é chefiado por Lang desde 2013, com um conselho de administração dividido entre embaixadores árabes e personalidades indicadas pelo Ministério das Relações Exteriores.

Até o momento não há acusações formais contra Lang, mas o envolvimento dele e de Caroline nos documentos e nos vínculos com Epstein geram intenso escrutínio sobre a gestão do IMA. O caso deve ficar sob avaliação contínua das autoridades competentes.

E você, qual a sua leitura sobre a transição de comando do IMA diante dessas acusações? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre governança cultural e transparência institucional.

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