Provocação, agressão e morte: a cronologia da tragédia que vitimou Rodrigo Castanheira

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O caso, que começou com uma provocação entre jovens em Vicente Pires, no Distrito Federal, evoluiu para uma tragédia envolvendo o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Turra e o estudante Rodrigo Castanheira, 16 anos. A briga resultou na morte de Rodrigo, causando grande comoção na cidade e em órgãos públicos.

Na noite de 22 de janeiro, próximo a um condomínio, Rodrigo e Turra teriam se desentendido após o suposto lançamento de um chiclete na direção de Rodrigo, segundo a versão apresentada pela família da vítima. A briga mobilizou amigos de Turra, que filmaram o que aconteceu; durante o confronto, Rodrigo foi atingido com força, chegando a bater a cabeça na lataria de um carro.

Desorientado, Rodrigo deixou o local cambaleando; ainda havia pedidos de que a briga terminasse, com testemunhas clamando para que Turra “parasse”. Horas depois, Rodrigo retornou para casa, passou mal e vomitou durante o atendimento médico inicial. Ele acabou levado ao Hospital Brasília, entrando na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave.

No dia 23 de janeiro, Rodrigo permaneceu na UTI e foi intubado. Ele faleceu na manhã de 7 de fevereiro, após semanas de agravamento das lesões. Em 23 de janeiro, Turra foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF); no entanto, em 24 de janeiro ele deixou a prisão após pagar fiança de 15 salários mínimos (cerca de R$ 24.300,00). Durante depoimento, Turra alegou não ter a intenção de machucar Rodrigo.

A repercussão levou à expulsão de Turra pela Fórmula Delta, em 26 de janeiro. Nos dias seguintes, novas denúncias passaram a surgir, incluindo investigações sobre suposta coerção de uma adolescente a beber vodka durante uma festa em Vicente Pires em 2025. Em julho do ano anterior, ele também teria agredido um homem de 49 anos em Águas Claras, em nova demonstração de conduta agressiva.

Diante do histórico de conduta do jovem, a PCDF solicitou a prisão preventiva de Turra, que foi decretada e cumprida em 30 de janeiro, resultando em sua transferência para o Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda. A defesa já tentou soltura ou uma cela especial, mas ambas tentativas foram negadas, mantendo-o sob custódia.

O enterro de Rodrigo ocorreu no domingo seguinte, com familiares de Goiânia e do Rio de Janeiro entre as pessoas presentes. O tio do jovem, Flávio Henrique Fleury, fisioterapeuta, afirmou que acredita haver mais envolvidos e que a Justiça deve ir além de Turra, acompanhando eventuais mandantes do crime. Ele destacou que novas descobertas apontam para possíveis participantes do caso.

Homenagens vieram de familiares, amigos, figuras públicas e instituições ligadas a Rodrigo. O Ceilândia Esporte Clube e o governo local emitiram mensagens de condolência e repúdio à violência. O governador Ibaneis Rocha declarou sentir o coração apertado pela perda de uma vida tão jovem, enquanto a primeira-dama Mayara Noronha Rocha ressaltou a importância de respeito e responsabilidade pelas atitudes.

Este caso reacende o debate sobre a influência de situações de violência entre jovens e a necessidade de respostas rápidas da Justiça e das instituições para evitar novas tragédias. Compartilhe sua visão sobre o tema nos comentários.

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