O cantor Gilberto Gil participou de um ato inter-religioso do Ministério Público Federal na Paraíba e classificou as falas do padre Danilo César contra Preta Gil como agressões. O religioso estava presente no evento, após firmar um acordo para não responder criminalmente pela conduta.
A participação de Gil foi online e ocorreu na última sexta-feira (6), durante o ato de reparação. O padre não se manifestou durante o encontro, que aconteceu no auditório.
Gil expressou gratidão pela reparação e pelo reconhecimento da agressão, destacando que o processo de reparação está em curso e que há satisfação com o reconhecimento do ocorrido.
O responsável pela paróquia, o bispo Dom Dulcênio Fontes de Matos, da Diocese de Campina Grande, emitiu uma carta afirmando o interesse institucional da Diocese em contribuir com o diálogo inter-religioso.
Entenda o caso: em 27 de julho, o padre citou Danilo César e associou a morte de Preta Gil, vítima de câncer colorretal, a uma fé em religiões de matriz afro-indígenas durante uma missa transmitida ao vivo pelo YouTube. Em tom controverso, ele questionou a relação entre orixás e o falecimento da cantora.
Após a denúncia, o padre assinou um acordo com o Ministério Público Federal para não responder criminalmente. O episódio reacende o debate sobre liberdade religiosa, responsabilidade pública e o papel das lideranças religiosas na promoção do respeito entre tradições diferentes, com a Diocese enfatizando a importância do diálogo para a convivência regional.
Convidamos você a deixar sua opinião nos comentários sobre como devem agir figuras públicas ao tratar de fé e diferenças, e qual o papel do diálogo na construção de uma cidade mais inclusiva. Queremos ouvir sua visão.

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