Deputados venezuelanos votaram na semana passada a favor de uma lei de anistia histórica que abrange quase três décadas do chavismo. O texto, apresentado para o primeiro de dois debates regulamentares, prevê a libertação de presos políticos, em um desfecho que depende de novas etapas legislativas.
Nesta segunda-feira, a sessão prevista para ocorrer amanhã foi adiada, com a Secretaria do Poder Legislativo confirmando a suspensão das audiências de amanhã e de quinta-feira, sem indicar uma nova pauta.
O projeto, proposto pela presidente interina Delcy Rodríguez, surge em meio à pressão dos Estados Unidos após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, em uma operação militar norte-americana.
O presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, havia adiantado que a anistia geral seria aprovada nesta terça-feira, dizendo aos familiares de presos que Assim que essa lei for aprovada, todos vão sair no mesmo dia.
O texto tem passado por consultas com dirigentes políticos, juristas e membros do Judiciário, segundo a liderança do chavismo.
Segundo a ONG Foro Penal, 426 pessoas detidas por motivos políticos já saíram da prisão desde 8 de janeiro, quando Delcy anunciou o início do processo de libertação.
O chavismo convocou, para quinta-feira, uma marcha pelo dia da juventude, comemorado no país em 12 de fevereiro.
O cenário é marcado pela pressão externa, especialmente de Washington, sobre o país, enquanto o processo de anistia avança.
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