A Superlicença da FIA é o documento mais cobiçado pelos jovens pilotos do automobilismo, funcionando como a carteira de motorista da Fórmula 1. Ela certifica que o piloto tem capacidade, experiência e maturidade para guiar os carros mais rápidos do mundo. Criada nos anos 80, suas regras ficaram mais rígidas em 2016, motivadas pela estreia precoce de Max Verstappen e pela necessidade de um caminho estruturado para chegar à F1.
O objetivo é assegurar que os pilotos demonstrem não apenas velocidade, mas também consistência e experiência em categorias de base de alto nível. Assim, a licen¦a atua como filtro para preencher, com segurança e competitividade, um dos 20 lugares do grid da Fórmula 1.
Requisitos para acumular 40 pontos:
- Idade mínima: ter pelo menos 18 anos no início da primeira competição na F1.
- Carteira de motorista: possuir uma carteira válida.
- Teste de conhecimento: aprovação no teste sobre o Código Esportivo Internacional da FIA e no Regulamento Esportivo da F1.
- Pontuação mínima: somar pelo menos 40 pontos de Superlicença ao longo de três temporadas consecutivas em campeonatos sancionados pela FIA.
A distribuição de pontos varia conforme a categoria de base. Exemplos de pontuação para o campeão de cada categoria incluem:
- Fórmula 2: 40 pontos
- IndyCar Series: 40 pontos
- Fórmula 3: 30 pontos
- Fórmula E: 30 pontos
- WEC (Hypercar): 30 pontos
- Super Formula (Japão): 25 pontos
- Fórmula Regional Europeia (FRECA): 25 pontos
Pilotos que atuam em várias categorias podem somar pontos, mas apenas os resultados de dois campeonatos por ano são considerados. Em situações excepcionais, como a pandemia de COVID-19, a FIA pode permitir considerar os três melhores resultados dos últimos quatro anos.
Custos, renovação e a licença de treinos livres: além dos requisitos de desempenho, a Superlicença envolve custos de emissão inicial e renovação anual, que aumentam conforme o número de pontos gerais do piloto na temporada anterior. Existe também a “Free Practice Only Super Licence”, que permite a jovens sem os 40 pontos participarem de sessões de treinos livres de sexta-feira em um Grande Prêmio. Para obter essa licença, o piloto precisa de 25 pontos ou ter competido em pelo menos seis eventos da Fórmula 2, servindo como ferramenta para as equipes avaliarem talentos em ambiente de F1.
Em síntese, a Superlicença é o pilar da Fórmula 1 moderna, traçando um caminho meritocrático claro para chegar ao grid, com validação por meio de desempenho consistente em categorias de ponta do automobilismo. Mais do que um documento, ela registra a trajetória de um piloto rumo ao auge do esporte.
Qual é a sua opinião sobre a importância da Superlicença para revelar e moldar novas estrelas do automobilismo? Deixe nos comentários sua visão sobre o tema.

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