A Câmara de Cabo Frio (RJ) gastou R$ 1,7 milhão com a limpeza de carpete, em despesa autorizada pelo atual vice?prefeito da cidade, Miguel Alencar (União Brasil), que presidiu a Casa entre 2021 e 2024.
Entre três anos de vigência, Miguel assinou 41 notas fiscais para serviços de higienização de carpete e 21 para manutenção ou substituição da tapeçaria. Um levantamento da reportagem aponta a atuação de 10 empresas diferentes nesses contratos, muitas com atividades que não guardam relação direta com limpeza de carpete, e com endereços residenciais registrados.
O maior repasse foi para Carla Cristina Claudio Jorge, que recebeu R$ 1,1 milhão para limpar o carpete. A empresa atua no comércio varejista de mercadorias, com foco em alimentos, e teria baixado o CNPJ após a saída de Miguel da Câmara.
Quanto aos demais contratos, há indícios de que firmas distintas foram contratadas para atividades diversas; algumas encerraram atividades após a saída de Miguel e estavam com endereços residenciais. A reportagem também informou que as empresas citadas não foram localizadas pela manhã.
Patrimônio do vice?prefeito registrou crescimento expressivo em quatro anos, com alta de 48.000%. Em 2016 ele declarou apenas R$ 1.200 em espécie; em 2020 esse valor subiu para R$ 10 mil, ainda sem bens declarados. Em 2024, já como figura pública na chapa liderada por Dr Serginho (PL), declarou patrimônio de meio milhão, incluindo duas casas, aplicações financeiras e duas empresas. A defesa de Miguel não respondeu até a noite desta segunda?feira, e as empresas mencionadas não foram localizadas pela reportagem.
O Ministério Público Estadual investiga os contratos assinados na gestão de Miguel na Câmara dos Vereadores, que possui 17 representantes. As informações indicam um quadro de apuração que ainda está em andamento.






Procurado pela imprensa, Miguel Alencar não respondeu até o fechamento desta reportagem. As empresas citadas não foram localizadas para confirmação de atividades ou vínculos com contratos da Câmara. As informações permanecem sob apuração pelo Ministério Público Estadual, sem conclusão até o momento.
E você, o que pensa sobre o uso de recursos públicos em higienização de mobiliário e a aparente ligação entre as empresas contratadas e endereços residenciais? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e participe do debate sobre transparência e fiscalização em Cabo Frio.

Facebook Comments