Neste domingo Portugal realiza o segundo turno das eleições presidenciais entre Antônio José Seguro, do Partido Socialista, e André Ventura, líder de um partido de extrema-direita que se tornou a segunda maior força política do país. A campanha, já acirrada, foi fortemente afetada por tempestades que atingiram o território nas últimas duas semanas, levando ao adiamento da votação em pelo menos 14 círculos eleitorais para a próxima semana.
O pleito envolve 11 milhões de cidadãos no país e no exterior, e as votações ocorrem neste domingo com os resultados esperados à noite, baseados em projeções de boca de urna às 20h locais (17h em Brasília).
O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou que tudo será feito para garantir a segurança e a normalidade do processo. Embora o cargo de chefe de Estado seja principalmente simbólico, o presidente pode agir como árbitro em crises e dissolver o Parlamento para novas eleições legislativas.
Nas pesquisas de segundo turno, Seguro aparece como favorito, com 67% das intenções de voto, enquanto Ventura registra 33%. A abstenção é vista por Seguro como sua “maior rival” e ele pediu aos eleitores que vão às urnas, citando que há quem esteja fazendo tudo para impedir que os portugueses votem.
O Chega, partido de Ventura, busca consolidar sua base e posicionar-se como o verdadeiro líder da direita portuguesa, enquanto Montenegro não endossa nenhum candidato. O próximo presidente deverá suceder Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupou o cargo por dez anos, no início de março. Deixe sua opinião nos comentários: como você vê o duelo entre Seguro e Ventura e quais temas vão definir o resultado em Portugal?

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