MPDFT requer que Pedro Turra indenize família de Rodrigo Castanheira em R$ 400 mil

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu que Pedro Arthur Turra Basso, 19 anos, seja condenado a pagar uma reparação por danos morais à família de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, morto aos 16 anos, no valor mínimo de R$ 400 mil. A denúncia, apresentada nesta quarta-feira (11/02), o acusa de homicídio doloso por motivo fútil; Turra está preso preventivamente desde 30 de janeiro. O MPDFT aponta que as lesões infligidas a Rodrigo foram a causa eficiente da morte, conforme o laudo do exame de corpo de delito cadavérico.

O episódio ocorreu após uma festa em um condomínio de Vicente Pires, quando o grupo foi orientado a se retirar para a via pública por reclamações de barulho. Do lado externo, houve um desentendimento provocado por um cuspe desferido pelo denunciado. Durante a discussão, Turra desceu do veículo e desferiu sucessivos socos contra a vítima, atingindo principalmente a cabeça, projetando Rodrigo contra o carro. A vítima foi socorrida em estado crítico e morreu na UTI do Hospital Brasília, em Águas Claras, no sábado (7/2), após ter permanecido internada desde 22 de janeiro.

Testemunhos apontam que Rodrigo pode ter sido surpreendido por uma emboscada, com a participação de outros adolescentes que teriam seguido o grupo. O MPDFT também destaca mensagens de áudio enviadas por Turra à namorada, nas quais ele sugeria que alguém da festa queria bater em um amigo, com a expressão “Vamos pegar eles”, indicando a intenção de ir ao local.

A denúncia também trata irregularidades nos depoimentos, citando a prática de falso testemunho por duas pessoas que teriam prestado declarações falsas para influenciar a apuração. O MPDFT solicitou a expedição de ofícios à 38ª Delegacia de Polícia e à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente para instaurar inquérito. Em relação à testemunha Mateus Pinheiro Gomes, o MP promoveu o arquivamento, pois ele apresentou retratação formal antes de qualquer sentença, o que extingue a punibilidade.

O caso reacende debates sobre violência entre jovens e responsabilidades legais na Região de Vicente Pires e Águas Claras. As informações presentes na denúncia destacam a gravidade da agressão e as consequências fatais de uma discussão banal que escalou para tragédia.

Compartilhe sua opinião nos comentários sobre a atuação do MPDFT e as medidas de responsabilização em casos de violência entre jovens na cidade. Como você vê a responsabilização nesses cenários? Sua visão pode enriquecer o debate público.

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