A CNT divulgou, por meio do Guia CNT Viagem Segura 2026, os trechos mais críticos das rodovias federais brasileiras. Entre os destaques, a BR-101 é apontada como a mais perigosa do país, revelando um cenário de grandes volumes de acidentes e fatalidades em 2025 e indicando onde políticas viáveis de segurança podem atuar. O levantamento aponta que o Brasil registrou 72.476 acidentes e 6.040 mortes no ano, refletindo um desafio contínuo para mobilidade e segurança viária.
Entre os trechos, a BR-101 sozinha concentrou 13.006 acidentes (17,9% do total) e 760 mortes (12,6%). No Nordeste, a BR-101 liderou com 3.898 acidentes e 337 mortes, reforçando a gravidade dessa via na região.
Outros trechos chamam atenção: em Pernambuco, na BR-423 (km 120 a 130), foram registradas 19 mortes; em São Paulo, na BR-116 (km 220 a 230), houve 392 acidentes e 12 mortes; no Pará, pela BR-230, registraram-se 279 acidentes e 55 mortes.
No conjunto das rodovias nacionais, as colisões respondem por 61,8% do total de ocorrências, com 44.755 registros e 3.866 mortes. Também aparecem as saídas de pista (10.203), capotamentos (7.707) e atropelamentos (4.189, com 992 mortes).
Entre as causas, a ausência de reação do condutor é responsável por 11.456 registros (15,8%). A ação em sentido contrário é apontada como a principal causa de mortes, com 958 óbitos. Comportamentos de risco incluem ultrapassagens indevidas, desatenção, reação tardia e ingestão de álcool.
Quanto às condições das rodovias, 62,1% da extensão avaliada apresenta algum tipo de problema. Mais da metade tem falhas no pavimento (56,5%), quase metade sofre com a sinalização (49,6%) e 62,2% apresentam deficiência na geometria da via, com curvas perigosas e traçados inadequados. Ao todo, foram identificados 2.146 pontos críticos.
A distribuição das mortes por região mostra o Nordeste com 1.938 mortes e a BR-101 como a mais fatal na região, com 337 vítimas. No Norte, 525 mortes (BR-364 com 96 óbitos) e no Centro-Oeste, 748 mortes (BR-163 com 131). No Sudeste, 1.476 mortes (BR-116 com 370) e no Sul, 1.353 mortes (BR-101 com 154).
Entre os estados, Bahia lidera no Nordeste com 583 mortes, Pará tem o pico no Norte com 224 mortes, Goiás registra 308 mortes no Centro-Oeste, Minas Gerais tem o maior número no Sudeste com 764 mortes e Paraná lidera no Sul com 592 mortes.
Os números destacam a necessidade de ações integradas entre governos, concessionárias e motoristas para reduzir riscos, investir em pavimento, sinalização e geometria das vias, além de campanhas que mudem hábitos de direção. Em cada trecho do país, condições locais exigem soluções específicas.
E você, já enfrentou trechos de risco alto? Compartilhe suas experiências e opiniões sobre como melhorar a segurança viária no Brasil nos comentários abaixo.

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