Nota pública do STF: o ministro Dias Toffoli negou ter relação pessoal ou financeira com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e esclareceu a sua ligação com a empresa Maridt, ligada ao grupo Tayaya Ribeirão Claro. A manifestação busca esclarecer dúvidas sobre possíveis conflitos envolvendo o processo do Banco Master.
A imprensa informou que Toffoli teria recebido recursos da Maridt, que vendeu participação no resort Tayaya Ribeirão Claro em 2021 para um fundo ligado a Vorcaro. Mensagens sobre a operação foram identificadas na perícia da Polícia Federal no celular do empresário e de outros envolvidos.
Na nota, o gabinete afirma que a Maridt é uma empresa familiar registrada na Junta Comercial e com declarações à Receita Federal. O ministro integra o quadro societário, mas a gestão fica a cargo de parentes, prática permitida pela Lei Orgânica da Magistratura desde que não haja atuação como administrador.
A Maridt integrou o grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025, encerrando sua participação por meio de duas operações: venda de cotas ao Fundo Arllen em 27 de setembro de 2021 e alienação do saldo à PHD Holding em 21 de fevereiro de 2025. Todas as transações foram declaradas à Receita Federal e ocorreram a valor de mercado.
A ação de compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro em 28 de novembro de 2025, quando, segundo o gabinete, a Maridt já não fazia parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro. A Polícia Federal entregou ao STF mensagens entre Vorcaro e seu cunhado sobre transferências relacionadas à Maridt, alimentando discussões sobre suspeitas envolvendo Toffoli na condução do processo.
Fachin notificou Toffoli para apresentar explicações sobre os fatos. A íntegra da nota publicada pelo ministro reitera que a Maridt é uma empresa familiar, que Toffoli faz parte do quadro societário, que as operações ocorreram com valor de mercado e que não houve recebimento de valores de Vorcaro ou Zettel. O caso segue em apuração pelo STF e pela PF.
Conforme o conteúdo divulgado, a Maridt encerrou sua participação no grupo Tayaya antes da operação envolvendo o Banco Master. O tema permanece sob avaliação, com desdobramentos a serem acompanhados. Deixei sua opinião sobre o assunto nos comentários: você acredita haver conflito de interesses ou apenas questões administrativas entre as partes?

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