Edil Pacheco, com 50 anos dedicados ao samba, se emociona ao ser lembrado na programação oficial do Carnaval de Salvador. “Foi uma honra. Estou 50 anos nessa trajetória e nunca houve publicidade, levantamento ou visibilidade”, desabafa, ressaltando uma ausência histórica que, ainda que tardia, começa a ser reparada.
A iniciativa de prestigiar o samba no Carnaval é recebida com entusiasmo por Edil, que vê no gesto não apenas um aceno aos artistas do gênero, mas uma valorização da identidade musical brasileira. “Precisamos dar mais visibilidade ao samba, porque ele é o perfil, a célula maior da música brasileira”, afirma.
Para Pacheco, a importância vai além do mercado: quando a música popular brasileira fica em baixa, o samba surge para salvar. “O samba é o pai de todas as vertentes e da música que se faz no Brasil e na Bahia.” Agora, amparado por políticas de reconhecimento e pela força de sua cena, o ritmo que moldou a identidade sonora brasileira começa a ocupar protagonismo na Bahia.
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