Argentina e Estados Unidos assinaram neste mês um acordo de Comércio e Investimentos Recíprocos, abrindo o mercado argentino a mais de 200 posições tarifárias. O texto prevê efeito prático a partir de abril e prevê alinhamento de políticas de propriedade intelectual e de segurança econômica entre as duas nações. A medida busca ampliar o intercâmbio comercial, facilitar investimentos e estreitar vínculos estratégicos.
O movimento conta com forte apoio dos EUA, com Donald Trump, presidente desde janeiro de 2025, tendo participação expressiva nessa mudança. Washington já havia favorecido o presidente argentino Javier Milei, o que ajudou na vitória eleitoral e na tentativa de acalmar o mercado. Milei vem promovendo cortes de despesas, e a inflação tem recuado nos últimos meses, melhorando as contas públicas.
Apesar dos sinais de avanço, o acordo com os EUA alimenta críticas ao Mercosul, o bloco criado para promover a integração regional. Para entender o pano de fundo, vale relembrar o confronto Brasil-Argentina dos anos 70, com Itaipu e o debate sobre Corpus. Itaipu funciona com sucesso hoje, o Paraguai assinou o acordo de Yaciretá com a Argentina, e as discussões sobre programas de energia nuclear de água pesada marcaram a época.
A fase posterior viu a normalização: presidentes civis, Raul Alfonsín na Argentina e José Sarney no Brasil, assinaram os primeiros documentos que fundamentaram o Mercosul. Delegações visitaram instalações nucleares vizinhas, o que ajudou a reduzir temores de escalada militar. O Mercosul nasceu como uma ideia promissora, mas com o tempo passou a ser visto como um mecanismo de regulação que restringe o crescimento econômico.
No campo comercial, o Acordo de Comércio e Investimentos Recíprocos com os Estados Unidos concede acesso a mais de 200 posições tarifárias, incluindo setores de medicamentos e veículos, a partir de abril. O acordo também alinha políticas de propriedade intelectual e segurança econômica com os interesses norte?americanos, reforçando o peso da Argentina como parceira estratégica. O país continua dinâmico em termos políticos e econômicos, mantendo impactos para a região.
O texto também lembra que, mesmo com sinais de melhoria, a região permanece sujeita a tensões históricas, como possíveis disputas com Chile pelo Canal de Beagle — tema que fica para uma outra história. O foco atual é entender como esse acordo pode mudar o mapa econômico sul?americano.
E você, o que pensa sobre esse movimento? Como acredita que o acordo Argentina–Estados Unidos pode impactar o Mercosul, investimentos e preços para a população? Deixe sua opinião nos comentários.

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