Carnaval em SP: primeiro dia teve “formigueiro”, calor e manifestações

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No primeiro dia de Carnaval de rua em São Paulo, 14 de fevereiro, a cidade mostrou diversidade, blocos tradicionais e um tom político simbólico. O Tarado Ni Você abriu o desfile pouco depois do meio?dia, trazendo um manifesto: “Sequestraram o Carnaval”, com uma faixa à frente do trio elétrico que reforçava o apelo por respeito à tradição da folia.

“Carnaval é feito de suor, parceria e dedicação”, repetiram organizadores, ovacionados pela multidão. A reivindicação apontou a necessidade de respeito de prefeitura, marcas e artistas que chegam ao evento, destacando a dificuldade de patrocínio que atingiu o bloco neste ano, com confirmações apenas dez dias antes, de marcas como 99, Amstel e Caixa Econômica Federal.

No Ibirapuera, o CarnaLau, comandado pela cantora Lauana Prado, reuniu milhares de foliões no Obelisco. Esta foi a segunda edição da apresentação, com Prado anunciando o sexo do bebê: Dom Prado. O bloco Agrada Gregos, reconhecido como o maior LGBTQIA+ do Brasil, contou com a presença de Gretchen e a dupla Gloria Groove, cuja apresentação incluiu vermelhos de sucesso e uma homenagem a Preta Gil.

Entre as atrações, a noite no Ibirapuera também teve a presença de multidões que acompanharam os trios, com o público cantando Odara e dançando ao som das batidas. A contagem de público refletiu a diversidade do Carnaval paulistano, atraindo moradores de várias regiões da cidade e visitantes de outros estados.

Do ponto de vista da segurança, a Polícia Militar prendeu quatro pessoas e apreendeu cinco menores por furtos perto dos trios. Agentes da prefeitura identificaram as ações e repassaram as informações aos órgãos de Polícia, contribuindo para o monitoramento da folia. Também houve relatos de lotação e de alguns foliões com mal?estar, além de medidas para refrescar o público, como o uso de esguichos de caminhões-pipa quando as temperaturas subiram acima de 30°C.

O Tarado Ni Você manteve o tom crítico ao longo do dia, defendendo que a cidade precisa repensar o financiamento do Carnaval de rua diante do êxodo de patrocínios para megablocos. O movimento afirma que a cultura popular de São Paulo merece apoio público e privado para continuar sendo referência nacional, sem perder a essência do Carnaval de rua.

No conjunto do dia, CarnaLau e Agrada Gregos no Ibirapuera mostraram a força da diversidade do Carnaval paulistano, com apresentações que privilegiam a história das tradições, o protagonismo de artistas locais e celebrações inclusivas. O dia ainda trouxe desafios como a gestão de banheiros químicos e a logística de circulação de grandes multidões, que a cidade busca melhorar a cada edição.

E você, qual foi a sua impressão do primeiro dia de Carnaval em São Paulo? Deixe nos comentários o que você acha que pode ser aprimorado para manter a tradição, a alegria e a organização dessa festa tão marcante para a cidade.

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