Nelson Rufino tem recebido, ao longo dos anos, o merecido reconhecimento por sua contribuição ao Samba da Bahia e ao mundo. Depois de diversas homenagens em Salvador, o cantor leva seus clássicos ao palco neste domingo, 15, no Largo do Pelourinho, no Carnaval que celebra o ritmo.
Ao ser questionado pelo Bahia Notícias sobre se se vê como líder do movimento, Rufino ri da ideia. Ele prefere manter os pés no chão e lembra que humildade em demasia pode soar como demagogia. A trajetória dele é bonita, com canções que já completaram meio século desde a gravação, incluindo temas que marcam a sua estreia, como Tempo e Jandira.
Ele encara a ideia de liderança com humor: “Eu não sou líder, eu remar contra a maré”. Rufino destaca que sua trajetória é bonita e cita que canções como Tempo e Jandira completam 50 anos desde a gravação, lembrando seu cuidado em refazer rascunhos — três ou cinco — para não terminar uma música de qualquer jeito.
Sobre a renovação dos sambistas, ele recorda as perdas de Batatinha, Riachão e Everaldo e a preocupação inicial com quem iria substituir o time. Felizmente, uma nova geração vem surgindo, pintando com um trabalho maravilhoso para a alegria do samba, e Rufino prefere não citar nomes ainda para evitar ciúme, mas celebra o talento que já emerge.
Esse momento reforça a importância do samba baiano no cenário cultural e o papel de Rufino em manter o legado, abrindo espaço para novas vozes. Compartilhe nos comentários sua visão sobre a renovação do samba e o papel de Rufino na música brasileira.

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