Resumo: o desfile da Acadêmicos de Niterói, na noite de domingo (15) na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, pode gerar ações no TSE e na Justiça Comum, com acusações de propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder e intolerância religiosa, entre outros crimes.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), informou que vai levar o caso à Justiça. Em vídeo divulgado nas redes, ele criticou uma ala do desfile que, segundo ele, ridicularizaria evangélicos.
A ala citada por Zema ficou conhecida como “conservadores em conserva”, com fantasias apresentando uma lata com o desenho de uma família. A ala nº 22 — o mesmo número de urna do Partido Liberal — foi criada para retratar os chamados “neoconservadores”, que supostamente se opõem a Lula e defendem privatizações e mudanças nas regras de trabalho.
Nessa ala, a Acadêmicos de Niterói apresentou quatro personagens associados ao neoconservadorismo: representantes do agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.
Para Zema, a ala teria ridicularizado evangélicos, o que ele aponta como desrespeito e crime de preconceito religioso. Em suas redes, o governador afirmou que levará o tema à Justiça.
A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Lula. A apresentação contou com Lula em um camarote da Prefeitura; Jair Bolsonaro foi representado duas vezes — na comissão de frente, por um ator vestido de Palhaço Bozo, e em um carro alegórico, com um palhaço preso e com tornozeleira eletrônica.
O desfile, que mistura fantasia, política e humor, mostra como o Carnaval pode influenciar debates públicos durante o período eleitoral, gerando leituras divergentes sobre liberdade de expressão e respeito religioso.
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