A confusão envolvendo o deputado distrital Fábio Félix (PSol) e policiais da PMDF durante o Carnaval do Distrito Federal ganhou contornos após a abordagem a suspeitos de tráfico. A apreensão, segundo informações divulgadas, consistiu apenas de um baseado para consumo e uma porção de maconha de cerca de 0,5 grama, quantidade que daria para enrolar mais um pequeno cigarro artesanal.
O tumulto começou momentos antes com a prisão da coordenadora do Bloco Rebu, Dayse Hansa. Segundo a PM, ela tentou impedir a ação policial durante a prisão de suspeitos de tráfego que foram identificados no Bloco.
Na sequência, o deputado tentou questionar a prisão da mulher e recebeu um jato de spray de pimenta no rosto.
O episódio foi registrado por diversas testemunhas que presenciaram a cena. Vídeos que circularam nas redes mostram o momento em que o parlamentar recebe spray de pimenta disparado por um policial.
“Esse [policial] agiu na covardia com o deputado. Jogou spray de pimenta na cara do deputado sem mais nem menos. Estávamos conversando”, afirmou uma testemunha que gravou parte da confusão.
Voz de prisão
Em uma segunda gravação, é possível ver o deputado questionando quem estaria no comando da operação policial, enquanto outro militar ordena que ele se afaste.
“Quem está no comando?”, pergunta Félix. “Não toque no policial”, responde o militar. “Não estou tocando em ninguém”, retruca o distrital.
Em seguida, o parlamentar se identifica como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal e anuncia que dará voz de prisão ao policial responsável pelo disparo do spray.
“Vamos até a 5ª Delegacia de Polícia agora e o senhor será preso por desacato à autoridade”, declarou Félix.
O policial que afirmou estar no comando da tropa reagiu de forma ríspida. “Dane-se. Se afaste. Dê voz de prisão. Faça o que quiser”, respondeu.
Clima tenso e mais confusão
Fábio Félix afirmou que estava no local para dialogar sobre a abordagem. “Eu acabei de levar um spray de pimenta da pior forma possível, de maneira desrespeitosa, agressiva e violenta de um policial que está aqui sob o seu comando. Vamos denunciar o caso à coronel Ana Paula”, disse.
O policial respondeu que o deputado estaria à vontade para fazer a denúncia e voltou a pedir que ele não tocasse nos militares — apesar de testemunhas gritarem que ninguém havia encostado nos agentes.
Em determinado momento, um terceiro policial entrou na frente das pessoas que filmavam, mandou que se afastassem e se posicionou entre as testemunhas e os envolvidos, aumentando a tensão no local.
O caso deve ser apurado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias da abordagem, o uso do spray de pimenta e a conduta dos envolvidos.
E você, como vê esse episódio? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas impressões sobre o que aconteceu no Carnaval do DF.

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