A trajetória do cinema brasileiro no Oscar é marcada por momentos de destaque, mesmo sem ainda vencer uma estatueta em categorias competitivas. O país acumula mais de 20 indicações ao longo da história, em diversas frentes: técnicas, curtas, documentários e filmes protagonistas.
Entre as indicações na categoria Melhor Filme Internacional (antiga Melhor Filme Estrangeiro), o Brasil já esteve entre os cinco finalistas em quatro oportunidades oficiais: O Pagador de Promessas (1963), O Quatrilho (1996), O Que é Isso, Companheiro? (1998) e Central do Brasil (1999).
O fenômeno Cidade de Deus é um capítulo à parte. Embora não tenha sido indicado inicialmente para Melhor Filme Internacional, o filme de Fernando Meirelles foi resgatado pela Academia no ano seguinte (2004) para competir nas categorias principais, chegando a disputar em quatro frentes. É o recordista brasileiro de indicações em uma só cerimônia: Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia.
Em 1999, Fernanda Montenegro fez história ao ser a primeira latino?americana — e até hoje a única brasileira — indicada ao Oscar de Melhor Atriz, pelo trabalho como Dora em Central do Brasil. Sua indicação consolidou o respeito internacional pela dramaturgia brasileira, ainda que tenha perdido para Gwyneth Paltrow.
Nos últimos anos, o cinema brasileiro também se destacou em documentários e animação. Entre os documentários, foram indicados Lixo Extraordinário (2011), O Sal da Terra (2015) e Democracia em Vertigem (2020). Na animação, O Menino e o Mundo (2016) abriu caminho histórico, seguido por Rio (2012), produção americana dirigida por Carlos Saldanha, que recebeu indicação de Canção Original.
Entre curiosidades, a primeira participação brasileira no Oscar ocorreu em 1945, com a música Rio de Janeiro, indicada a Melhor Canção Original em um filme norte?americano. O clássico Orfeu Negro (1959) venceu como Melhor Filme Estrangeiro, embora o prêmio tenha sido creditado à França. Coproduções também fizeram parte da trajetória, como O Beijo da Mulher-Aranha (1986), de Hector Babenco, indicado à direção.
Para quem quer conhecer as obras?padrão Oscar no Brasil, várias estão disponíveis nos serviços de streaming: Central do Brasil (Globoplay / Apple TV), Cidade de Deus (Netflix / Max / Globoplay), Democracia em Vertigem (Netflix), O Menino e o Mundo (Globoplay / Apple TV) e O Que é Isso, Companheiro? (Globoplay).
O legado brasileiro no Oscar vai além das vitórias: as indicações ajudaram a projetar a cultura nacional, abrir portas para diretores e atores em Hollywood e provar que o cinema do país tem qualidade técnica e artística para competir com as maiores produções do mundo. E novas obras, como ainda surgem, mantêm a esperança de conquistar a primeira estatueta dourada.
E você, qual filme brasileiro indicado ao Oscar mais marcou a sua trajetória de cinema? Compartilhe nos comentários suas memórias, preferências e expectativas para as próximas edições.

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