
O Congresso peruano destituiu, nesta terça-feira (17/2), o presidente interino José Jerí após a aprovação de uma moção de censura, em meio a investigações por suposto tráfico de influência e por encontros não divulgados com um empresário chinês.
Jerí ocupava o cargo há apenas quatro meses. Ele assumiu a Presidência em outubro, após o Congresso destituir Dina Boluarte.
O presidente é alvo de duas investigações do Ministério Público. Uma apura suspeita de patrocínio ilegal de interesse após a reunião com o empresário chinês, que mantém negócios com o governo peruano. A outra investiga suposto tráfico de influência agravado, em que Jerí teria interferido na contratação irregular de nove mulheres em seu governo.
A moção de censura foi aprovada com 75 votos a favor, 24 contrários e três abstenções. Com 130 parlamentares, eram necessários ao menos 66 votos, ou seja, maioria simples.
Diferentemente do impeachment, que exige pelo menos 87 votos, a moção de censura tem trâmite mais rápido.
Embora o atual presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, esteja na linha de sucessão, ele já declarou oficialmente que não assumirá a Presidência. Com isso, os parlamentares terão de eleger um novo presidente do Congresso.
O desfecho amplia a incerteza política no Peru e pode redesenhar o mapa institucional do país enquanto o Legislativo define os próximos passos.
Como você vê o impacto dessa destituição na política peruana? Deixe sua opinião nos comentários para discutirmos as possíveis consequências para o governo, o Congresso e a governabilidade no Peru.


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