Vaticano recusa convite de Trump para integrar o “Conselho da Paz” e reforça a primazia da ONU na gestão de crises. O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, afirmou que o Vaticano não participará do órgão, destacando que, no âmbito internacional, “acima de tudo, é a ONU que administra essas situações de crise”.
O Conselho da Paz, criado pelo presidente Donald Trump para supervisionar a trégua em Gaza e a reconstrução do território, ampliou seu escopo para tratar de conflitos em várias regiões. A medida tem gerado temores de que se trate de uma alternativa remunerada ao Conselho de Segurança da ONU, já que os membros permanentes teriam de contribuir com US$ 1 bilhão para ingresso.
Desde o lançamento, no Gespräch de Davos, em janeiro, pelo menos 19 países assinaram a carta de fundação do órgão. Críticos sugerem que o Conselho da Paz poderia se tornar um núcleo que competiria com a ONU, caso avance sem salvaguardas institucionais.
Durante cerimônia em Roma, que marcou o 97º aniversário do Pacto de Latrão com o Vaticano, Parolin reforçou a posição da Santa Sé. Ele não entrou em detalhes sobre questões pendentes, mas ressaltou o papel central da ONU na gestão de crises internacionais.
Para o Vaticano, a prioridade é que as soluções passem pela cooperação multilateral e pela legitimidade da ONU, em vez de estruturas paralelas. A posição foi reiterada mesmo diante da mobilização de apoio internacional ao novo órgão proposto por Trump.
Como você vê a ideia de um Conselho da Paz paralelo aos organismos da ONU? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião sobre o papel da ONU na mediação de conflitos globais.

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