Preso após o episódio de invasão da Câmara de Salvador em maio do ano passado, o coordenador do Sindicato dos Servidores da Prefeitura (Sindseps), o guarda municipal Bruno Carianha, foi demitido pela prefeitura nesta quinta-feira (19). O ato foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) e assinado pela controladora geral Maria Rita Garrido.
De acordo com a portaria, a sanção ocorre após o resultado de um processo administrativo disciplinar. Além de Carianha, o também guarda civil municipal Marcelo da Rocha Oliveira, e o agente de trânsito e transporte Helivaldo Passos de Alcantara também foram demitidos.
Ainda conforme o documento, a pena disciplinar aplicada pela prefeitura de Salvador teve como base o que determina o Estatuto do Servidor Público Municipal. Entre os pontos citados estão deveres do servidor público, como “lealdade às instituições constitucionais e administrativas a que servir; e observância das normas legais e regulamentares”.
Além disso, a Controladoria Geral do Município (CGM) menciona que a demissão será aplicada ao servidor nos seguintes casos: incontinência pública, conduta escandalosa e embriagues habitual e lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio público municipal.
CONFUSÃO NA CMS
Bruno Carianha foi detido após confusão entre agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) e oficiais da Polícia Militar (PM) no Centro de Cultura da Câmara de Salvador. Na ocasião que houve agressões entre os policiais e os guardas durante a escolta do coordenador.
Nas imagens registradas pelo Bahia Notícias é possível ver que Carianha chega a colocar a mão no pescoço de um PM durante um “empurra empurra”. Segundo informações, a GCM veio buscar o coordenador para o retirar do prédio, mas a Polícia Militar teria impedido a saída de Carinha. O coordenador também teria tido a camisa rasgada.
Ele chego ua ser denunciado por esão corporal dolosa, incitação ao crime, dano qualificado ao patrimônio público, resistência à prisão e vias de fato. Bruno Carianha liderava uma manifestação dos professores e servidores públicos municipais contra a aprovação do Projeto de Lei 174/25, que propôs o reajuste dos salários das categorias.
Na ocasião, após ter sido formalmente impedido de adentar o plenário da Câmara, o líder sindical foi um dos manifestantes que invadiram e ocuparam o Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, onde ocorreu a votação do projeto. Ao chegar ao plenário, o grupo foi acusado de agredir vereadores e outras testemunhas que acompanhavam a votação.

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