Saltur alega atraso e “extrapolação do tempo” em corte de microfone no show de Mariene de Castro no Carnaval

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A organização do Carnaval de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur), se posicionou para esclarecer as declarações feitas pela cantora Mariene de Castro após ter o show interrompido no Palco Multicultural, no Pelourinho. Em nota enviada nesta sexta-feira (20), a Saltur alegou que houve um atraso para o início da apresentação da artista e que, apesar de terem dado uma tolerância, ela teria tido uma “extrapolação do tempo”.

Em nota, a organizadora afirmou que toda a equipe técnica do palco estava em atividade desde as 11h da manhã, cumprindo o planejamento operacional estabelecido para o evento. A organização ressaltou que o horário de encerramento das atividades não se restringe ao cronograma artístico, mas também envolve o respeito aos profissionais que atuam nos bastidores, como técnicos de som e iluminação, produtores, carregadores e seguranças, além das atividades realizadas após o término das apresentações.

A nota destaca ainda que houve atraso no início do show da artista, que teria subido ao palco após o horário combinado. Mesmo assim, foi concedido tempo adicional para continuidade da apresentação, mas, segundo a organização, houve extrapolação do período inicialmente planejado e acordado.

Diante disso, a coordenação informou que foi necessário cumprir o horário limite previamente estabelecido, em conformidade com o cronograma geral do evento e com as normas técnicas e operacionais vigentes. O comunicado acrescenta que o cumprimento dos horários integra um planejamento mais amplo, que envolve protocolos de segurança pública, logística urbana, mobilidade e ordenamento da cidade, definidos com antecedência pelos órgãos competentes.

Veja a nota na íntegra:
A organização do Carnaval de Salvador vem a público esclarecer as declarações feitas pela cantora Mariene de Castro acerca do ocorrido no Palco Multicultural.

É importante destacar que toda a equipe técnica do palco estava em atividade desde as 11h da manhã, cumprindo rigorosamente o planejamento operacional estabelecido para o evento. O prazo para encerramento das atividades do Palco Multicultural não se trata apenas de uma questão de cronograma artístico, mas também de respeito aos profissionais que atuam nos bastidores — técnicos de som, iluminação, produtores, carregadores, seguranças e demais trabalhadores que garantem a realização dos shows e as atividades que existem após o fim de todos os shows. 

Ressalta-se ainda que houve atraso no início da apresentação da artista. Que subiu ao palco após o horário combinado. Mesmo diante dessa situação, foi concedida a possibilidade de continuidade do show por mais um período, porém  houve a extrapolação do tempo inicialmente planejado e previamente acordado.

Sendo assim, tornou-se necessário cumprir o horário limite estabelecido, em observância ao cronograma geral do evento e às normas técnicas e operacionais vigentes.

O cumprimento dos horários integra um planejamento maior, que envolve protocolos de segurança pública, logística urbana, mobilidade e ordenamento da cidade, definidos com antecedência pelos órgãos competentes.

Reafirmamos que todas as decisões adotadas tiveram como prioridade o respeito ao planejamento oficial do Carnaval e à integridade do público e dos profissionais envolvidos.

A organização do Carnaval de Salvador mantém seu compromisso com a valorização da cultura, dos artistas e dos trabalhadores que constroem diariamente a grandeza da festa.

O CASO
Após a apresentação na terça-feira (17), Mariene de Castro fez um desabafo nas redes sociais e anunciou que não pretende mais se apresentar em Salvador enquanto não se sentir respeitada pela gestão municipal e estadual. No Instagram, a cantora criticou o tratamento dado aos artistas locais durante a folia.

“Vocês arrumam a casa para as visitas e servem a pior comida para quem é de casa […] Obrigada por todo DESRESPEITO que vocês me trataram nesse carnaval. Desde o primeiro dia até o último. Mas nada calará minha voz. A voz do povo é a minha voz. Eu sou EXÚ!”, escreveu.

No palco, após o som ter sido desligado e ela continuar cantando à capela, a artista declarou: “Um desrespeito comigo e eu não aceito mais. Não se desliga o som com um artista no palco cantando”.

Em entrevista ao Aratu On, Mariene reforçou o posicionamento: “Está decidido, enquanto a cidade e o estado não me respeitarem, eu não volto a cantar aqui”.

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