O ex-vereador Carlos Bolsonaro reagiu neste domingo (22/2) a uma declaração do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, de que todos os membros da sigla têm o direito de indicar candidatos para as eleições de outubro, e não apenas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A polêmica ganhou contornos com a afirmação de seu filho “02” (Bolsonaro) de que o pai está organizando uma lista de pré-candidatos ao Senado e aos governos estaduais que receberiam apoio do PL.
Carlos afirmou que a fala não foi dele, e sim do ex-presidente Jair Bolsonaro, e que ninguém havia dito que não conversaram com ninguém. Disse ainda que, conforme orientado, o pai faria uma lista de candidatos que ele apoiaria, sugerindo que o PL poderia usar essa lista para fortalecer posições em outras situações. O ex-vereador também comentou que o PL tem deixado Jair Bolsonaro cada vez mais isolado, descrevendo a situação como “cada dia mais estranha” e lembrando que Bolsonaro está preso na Papudinha, com pena de 27 anos e 3 meses.
Racha no PL: um dos pontos centrais envolve a deputada Caroline de Toni (PL-SC), que deve compor uma chapa ao Senado por Santa Catarina ao lado de Carlos, configurando uma chapa pura. A movimentação contraria acordo entre Valdemar Costa Neto e o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), para apoiar Esperidião Amin (PP-SC) na segunda vaga, mantendo Carlos na primeira.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também apoiam a candidatura de Caroline. Mais cedo, em publicação no X, Carlos afirmou que o PL está “organizado” para atacar diretamente os filhos de Bolsonaro. Ele reagiu a uma fala do ex-assessor do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e vereador de Belo Horizonte Pablo Almeida (PL-MG), que usou um trecho de vídeo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para ampliar tensões entre Nikolas e Eduardo, evidenciando o racha dentro do partido.
Ao Metrópoles, Valdemar Costa Neto afirmou que não haveria proibição para que membros do partido indicassem ou sugerissem nomes para candidaturas. “Todos no partido têm o direito de sugerir, indicar nomes para qualquer posição”, declarou.
O clima no PL indica uma disputa interna sobre alianças e estratégias para as eleições de outubro, com diferentes leituras sobre o papel dos filhos de Bolsonaro e sobre como o partido deve se posicionar diante de outras siglas. O desdobramento pode redesenhar o mapa de alianças e a coesão interna da sigla, com impactos diretos na cena política nacional.
Deixe sua opinião nos comentários: você acha que o racha dentro do PL pode mudar o rumo das composições para as eleições de outubro? Qual leitura você prefere sobre as estratégias do PL e o papel dos bolsonaristas na legenda?

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