Salvador será sede, entre os dias 18 e 20 de março de 2026, do II Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa. A expectativa é reunir cerca de 300 participantes de diferentes estados para debater o papel feminino na mediação de conflitos e na consolidação da cultura de paz no país. A abertura e o encerramento acontecem no Salão Nobre do Fórum Ruy Barbosa, com as atividades complementares previstas na Arquidiocese de Salvador.
O encontro tem apoio institucional do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), sob a presidência do desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano. Sua trajetória, com passagem pelo Ministério Público e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é marcada pela defesa de políticas voltadas à solução consensual de conflitos.
A programação também destaca o trabalho da desembargadora Joanice Maria Guimarães de Jesus, reconhecida como uma das pioneiras da Justiça Restaurativa no estado. Ela integrou grupo de trabalho do CNJ e participou da elaboração da Resolução 225/2016, que estabeleceu diretrizes nacionais para a prática no Poder Judiciário.
Durante o evento, está prevista a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica voltado à implementação de ações restaurativas no município de Canudos, no sertão baiano. A iniciativa busca associar a memória histórica da região, palco da Guerra de Canudos, a estratégias contemporâneas de paz social e fortalecimento da região.
Outro acordo a ser formalizado é a cooperação técnica entre o TJBA, por meio do Núcleo de Justiça Restaurativa de 2º Grau (NJ2), e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O objetivo é expandir a política de Justiça Restaurativa no âmbito da Justiça Federal, com foco na responsabilização dialogada e na construção de redes de apoio.
A programação do último dia, 20 de março, inclui o lançamento de duas obras. A primeira, História da Justiça Restaurativa na Bahia, é de autoria da desembargadora Joanice Maria Guimarães de Jesus em parceria com Cristiana Lopes de Oliveira Coelho. Também será lançado livro da advogada Carla Boin, presidente da Comissão de Justiça Restaurativa da OAB/SP.
Este encontro reforça o papel das mulheres na construção de políticas públicas de paz e diálogo. Compartilhe nos comentários como você enxerga a Justiça Restaurativa ganhando espaço no Brasil e contribuindo para a cultura de paz na sua cidade.

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