No Enel Capital Markets Day 2026, realizado em Milão, o CEO Flavio Cattaneo destacou os desafios da rede de São Paulo, dizendo que apenas “Jesus Cristo poderia resolver” os apagões que afetam a cidade. Ele explicou que grande parte da rede é aérea e fica exposta à chuva e à arborização, o que dificulta o controle de falhas e interrupções.
O executivo indicou que a empresa está aberta a discutir soluções, inclusive o aterramento de cabos, como forma de reduzir vulnerabilidades. No entanto, ressaltou que essa medida exigiria liberação de investimentos significativos e pode levar tempo para se viabilizar.
Cattaneo também comentou a recuperação de cerca de 50% no serviço de liberações e aprovações da empresa, destacando a necessidade de uma solução estrutural para São Paulo para melhorar a confiabilidade do fornecimento.
Em termos de investimentos, a Enel planeja aplicar aproximadamente 53 bilhões de euros (63 bilhões de dólares) entre 2026 e 2028, com metade do valor direcionado às redes elétricas e cerca de 38% a energias renováveis. Em comparação com a estratégia anterior de 43 bilhões de euros, o foco continua em redes reguladas (60%) e projetos verdes (28%). A empresa também mira ativos de energia renovável nos EUA e aposta que a IA aumentará a demanda por energia na América do Norte, com aquisições concentradas em ativos já existentes. Prevê ainda um impacto negativo no lucro líquido de 300 a 400 milhões de euros por ano nesse período, enquanto o lucro por ação deve subir para 0,80–0,82 euros em 2028, ante 0,69 euros em 2025.
Como você avalia as propostas da Enel para enfrentar os apagões em SP, a possibilidade de cabos subterrâneos e o papel da IA na expansão de ativos? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo.

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