Ex-sócio de resort ligado a Toffoli é excluído de evento com Mendonça

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Um amigo do ministro Dias Toffoli, Alberto Leite, ex-sócio do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), teve o nome retirado da lista de palestrantes de um evento internacional em Frankfurt. O Intercontinental Dialogues (DInter) acontecerá entre 2 e 5 de março e reunirá nomes da política e do Judiciário. O ministro André Mendonça terá participação no evento, atuando como relator do inquérito que investiga suspeitas de fraude no Banco Master, mas Leite não integrará mais a programação, segundo os organizadores, devido a incompatibilidade de agenda.

A ligação de Leite com o Tayayá ficou conhecida desde 2024, quando Toffoli esteve no hotel em um encontro de camarote com o empresário. Posteriormente, soube-se que Leite foi sócio do resort por cinco meses, após a venda da participação pela família do magistrado. Em fevereiro de 2025, o empresário comprou o fundo Arleen, que na época possuía 16% do Tayayá; o Arleen integrava o fundo Leal, controlado por Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Naquele momento, as suspeitas de fraude no Master ainda não haviam vir à tona.

Neste mês, André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master, substituindo Toffoli, que deixou o processo após a Polícia Federal apontar menções ao seu nome no celular de Vorcaro. Em diálogos obtidos pela PF, o banqueiro teria relatado cobranças por pagamentos ao Tayayá.

No Intercontinental Dialogues, Alberto Leite, CEO da FS Security, tinha participação prevista em um painel sobre segurança digital. Contudo, o nome dele foi retirado da programação por incompatibilidade de agenda. A reportagem tentou contato com Leite, mas não obteve retorno até a publicação.

O ministro André Mendonça tem participação prevista no painel Limites e Funções das Supremas Cortes e sua relação com os Parlamentos. O evento também contará com a participação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, do presidente da Câmara, Hugo Motta, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O instituto organizador é apresentado como uma plataforma de diálogo estratégico e produção de conhecimento voltada à articulação de agendas internacionais de alto nível.

O que você pensa sobre esse cenário de encontros internacionais envolvendo nomes do governo, Judiciário e setor privado? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre transparência, fios de conexão e impactos de eventos globais no Brasil.

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