O Ministério da Agricultura e Pecuária determinou a suspensão imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da Costa do Marfim, na África.
A portaria foi publicada nesta segunda-feira (23) e atende às demandas do setor cacaueiro, como a Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), que tem realizado manifestações em rodovias baianas, conforme mostra o Giro em Ipiaú, parceiro do Bahia Notícias.
A medida baseia-se em motivação técnica relacionada ao risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos oriundos de países vizinhos para o território marfinense, com avaliação da possibilidade de mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil.
A decisão também estabelece que a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária adotem procedimentos para apurar eventuais casos de triangulação de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da Costa do Marfim, com possíveis implicações fitossanitárias.
A suspensão permanece até que haja manifestação formal do governo marfinense sobre a situação e apresentação de garantias de que os envios originários não contenham amêndoas produzidas em nações vizinhas com status fitossanitário desconhecido ou cuja exportação ao Brasil não tenha autorização.
Essa medida reflete o cuidado do setor com a segurança agropecuária e o abastecimento de cacau no Brasil, e ainda pede novas informações sobre o fluxo de importações e possíveis impactos no mercado.
Como isso pode impactar o consumidor e o mercado brasileiro de cacau? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

Facebook Comments