Relatos de ex-membros da comissão técnica do Atlético de Alagoinhas reacendem a discussão sobre as condições do clube. Em participação no podcast Os de Verdade, o atual treinador da Juazeirense, Zé Carijé, e o seu auxiliar, Maraílton, confirmaram precariedades na rotina da equipe, corroborando o desabafo feito por Willian Kaefer durante o Baiano de 2026.
Zé Carijé detalhou as dificuldades vividas durante as fases de conquista do clube. “Aquilo que Kaefer falou não é exagero. Chegávamos a treinar com o campo negado para nós, e na época disputávamos títulos treinando num campo sintético que cabia pouco gente”, resumiu o técnico. O treino era, segundo ele, improvisado: “dez minutos ou dois gols, e às vezes a parte tática era feita no fundo do gol, onde era liberado para trabalhar”.
O auxiliar Maraílton ampliou as críticas ao citar problemas estruturais e políticos. Ele mencionou alimentação, medicação e logística, dizendo que a equipe às vezes treinava em um campo de 6×6 ou até na Zona Rural. Casos de ônibus quebrar e chegar apenas na janta, por volta das 21h, ilustram a precariedade, relatou.
Lá Maraílton acrescentou: “O Atlético tem muita política envolvida. Não foi só dificuldade de campo. Já houve dificuldade de alimentação, de medicação e de logística. Minha última passagem foi em 2023; treinávamos nesse campo de 6×6 e às vezes na Zona Rural. Houve casos de ônibus quebrar e chegávamos por volta das 21h para jantar”, relatou.
A responsabilidade foi apontada, em parte, ao presidente Albino Leite, a quem Maraílton atribuiu o papel de “câncer” do clube. O entrevistado também indicou que a situação merece uma resposta pública das autoridades locais; assista ao corte do programa na íntegra abaixo.
As críticas ganharam força após o desabafo de Willian Kaefer, na derrota para o Galícia, quando pediu às autoridades de Alagoinhas que valorizassem o clube. “Cidade de Alagoinhas, prefeito, a galera aí. Vamos chegar com o Atlético de Alagoinhas, ou como vai ser? Porque temos que dizer ao torcedor que não podemos treinar no estádio. Temos que treinar atrás do gol porque o campo não pode ser usado”, afirmou o jogador.
Até o momento, a prefeitura de Alagoinhas e a presidência do Atlético não emitiram comunicados oficiais em resposta aos depoimentos dos profissionais de futebol.
O Carcará terminou a atual edição do Baiano na última posição, com apenas três pontos — três empates e seis derrotas. Em contraste, no ano anterior o clube ficou em quarta posição e chegou às semifinais, enfrentando o Vitória, cenário que evidencia a queda em comparação com o passado.
Este tema abre espaço para reflexão sobre o futuro do Atlético de Alagoinhas e o que resta para a torcida e a cidade ainda investirem no clube. Compartilhe sua opinião nos comentários: como você enxerga a situação e quais soluções poderiam mudar esse panorama?

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