A CPMI do INSS aprovou a convocação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa, para depor perante a comissão. Não há data definida para o depoimento e, até o momento, não está claro se a empresária será ouvida pela CPMI.
O requerimento de convocação foi assinado pelo relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM). A sessão foi interrompida por uma briga entre parlamentares. A CPI quer que Leila explique as irregularidades, detalhe as providências adotadas e seus prazos, e descreva a responsabilidade do banco por ações ou omissões que geraram medidas restritivas pelo INSS.
O contrato entre a Crefisa e o INSS está suspenso cautelarmente desde agosto de 2025, após numerosas reclamações de beneficiários sobre o serviço. Entre as falhas atribuídas estão dificuldade para receber o benefício, pressão para abrir contas correntes, venda casada e estrutura inadequada nas agências. A Crefisa assumiu a maior parte da folha de pagamento de novos benefícios após vencer um pregão em outubro de 2024, e a parceria com o Palmeiras foi encerrada em dezembro do ano passado.
As denúncias apontam graves falhas operacionais, contratuais e sistêmicas, com pressão sobre clientes para abrir contas e contratação de produtos não solicitados. A CPI quer esclarecimentos sobre a irregularidade, as providências adotadas e os prazos, além da responsabilidade do banco diante das ações ou omissões que levaram às medidas do INSS. Leila Pereira não confirmou pronunciamento até o momento.
Essa apuração envolve a maior patrocinadora do Palmeiras e pode impactar contratos e a forma de fiscalização do INSS sobre prestadores de serviço. Acompanhe os desdobramentos e compartilhe sua opinião nos comentários sobre o tema.



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