Cão Orelha: perícia não aponta fraturas causadas por ação humana; saiba o que diz o laudo

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Meta descrição: Laudo pericial resultante da exumação do cão Orelha, na Praia Brava (Florianópolis), não identificou fraturas causadas por agressão humana. A análise aponta possibilidade de trauma sem fratura, com investigação em curso pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Palavras-chave: cão Orelha, Praia Brava, Florianópolis, maus-tratos a animais, laudo pericial, exumação, MP, MPSC.

Um laudo pericial, elaborado a partir da exumação dos restos do cachorro conhecido como Orelha, aponta que não há fraturas causadas por agressão humana. O exame, realizado no âmbito das investigações sobre a morte do animal da Praia Brava, em Florianópolis, indica que, embora não se possa descartar traumas cranianos, a morte pode ter ocorrido sem fraturas visíveis, o que dificulta a relação direta com agressões humanas.

Orelha era um cão da região que recebia cuidados de moradores da Praia Brava. Em 5 de janeiro, ele foi encontrado em estado grave, levado a uma clínica veterinária e não resistiu. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram suposta agressão por um grupo de adolescentes, o que motivou as investigações.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que os procedimentos sobre a morte do cão foram encaminhados ao Ministério Público. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) disse que avalia as conclusões para emitir seu parecer técnico.

A perícia foi solicitada pela 10ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, após receber as investigações da polícia e apontar a necessidade de esclarecer pontos adicionais. A exumação ocorreu para permitir um exame completo dos ossos, ainda que o processo de esqueletização do animal tenha apresentado limitações.

Os peritos concluíram que nenhum osso apresentou fratura, inclusive no crânio, o que não afasta a possibilidade de traumas que não deixem fraturas visíveis. Também foi identificada uma área de porosidade óssea na região do maxilar esquerdo, compatível com osteomielite, não relacionada a agressão. Além disso, houve desgaste na coluna compatível com espondilose deformante, condição observada em animais idosos.

Embora a primeira avaliação tenha indicado a possibilidade de golpe contundente, o laudo reforça que não há vestígios que sustentem a ideia de que um objeto tenha cravado o crânio. Não obstante, não é possível descartar integralmente um trauma craniano que tenha contribuído para a morte.

O caso ganhou repercussão nacional e internacional. Orelha era um cão da região que recebia cuidados de moradores da Praia Brava; após ser encontrado agonizante no início de janeiro, ele não resistiu. A divulgação de vídeos intensificou o debate sobre maus-tratos a animais. O Ministério Público e a Polícia Civil abriram investigação, e o MP avalia se deve acolher a internação do adolescente envolvido por ato infracional de maus-tratos a animal. O processo corre em segredo de Justiça.

Em resumo, o laudo aponta ausência de fraturas causadas por agressão humana, mantendo aberta a possibilidade de trauma sem fratura e destacando outras alterações ósseas. A Polícia Civil e o MP continuam acompanhando o caso para esclarecer responsabilidades. E você, qual a sua opinião sobre as investigações e as medidas cabíveis diante de situações como essa?

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