O Corpo de Bombeiros mantém três frentes de trabalho em Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, em busca de desaparecidos após as fortes chuvas. As equipes concentram os esforços nos bairros Paineiras e Parque Bournier, onde duas crianças e um adulto seguem soterrados sob lama e escombros.
O Ministério Público acompanha as operações de perto e destaca que a prioridade absoluta, além do resgate, é garantir a dignidade básica das famílias atingidas, com alimentação e moradia emergencial enquanto as ações de limpeza avançam. “Precisamos solucionar questões urgentes de alimentação e moradia. Muitas pessoas perderam absolutamente tudo”, afirmou Paulo de Tarso, representante do órgão.
Segundo o último levantamento da prefeitura, a tragédia deixou 59 mortos, 4.200 desabrigados e desalojados, e 2.149 ocorrências registradas desde segunda-feira pela Defesa Civil.
Relatos de moradores descrevem uma Juiz de Fora tomada pela lama, com ruas cobertas de entulho e um clima de profunda consternação que afeta a economia e a vida social da região.
Apesar da tragédia, a rede de solidariedade tem sido o alicerce para os desalojados, com doações de mantimentos, roupas e itens de higiene sendo organizadas para atender os pontos mais críticos da Zona da Mata.
Rastro de destruição também se estende a Ubá, a cerca de duas horas de Juiz de Fora. O município registra 6 mortes confirmadas e 2 desaparecidos até o momento.
Ainda que a uma sensação de luto persista, autoridades ressaltam a importância da colaboração da população e mantêm as frentes de resgate ativas para esclarecer desfechos, oferecer suporte às famílias e iniciar a recuperação da região.
E você, o que tem observado sobre a situação em Juiz de Fora e na Zona da Mata? Compartilhe nos comentários suas impressões, experiências ou sugestões de como ajudar quem foi afetado por essa tragédia. Sua opinião pode contribuir para orientar ações e solidariedade na cidade e na região.

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