Justiça nega habeas corpus e mantém prisão de Hytalo Santos e marido

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Meta descrição: Justiça da Paraíba nega habeas corpus e mantém a prisão preventiva de influenciadores acusados de exploração sexual de menores, mantendo a condenação em primeira instância de Hytalo Santos e Israel Nata Vicente.

Justiça da Paraíba nega habeas corpus e confirma prisão de influenciadores acusados de exploração de menores. A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) manteve a prisão preventiva de Hytalo Santos e do marido dele, Israel Nata Vicente, após condenação em primeira instância por crimes relacionados à exploração sexual de menores. O pedido de habeas corpus foi recusado, mantendo o casal detido.

Na sessão desta terça-feira (24), o placar inicial ficou 2 a 1 contra a defesa, com os desembargadores Ricardo Vital e Carlos Beltrão votando pela negativa do recurso. O desembargador João Benedito, que havia indicado soltura, reviu seu voto e acabou acompanhando os colegas, mantendo a decisão de manter a prisão.

A negativa ocorre pouco depois da condenação em primeira instância, no fim de semana, de Hytalo Santos a 11 anos e 4 meses de reclusão e de Israel Vicente a 8 anos e 10 meses. Ambos permanecem presos preventivamente desde agosto do ano passado, após uma operação que apura tráfico humano e exploração sexual de menores.

As investigações, conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba, apuram a exploração de crianças e adolescentes por meio das redes sociais. O caso ganhou evidência após um vídeo do criador Felca, que denunciou suposta adultização de jovens por influenciadores, citando Hytalo entre os investigados. A repercussão levou à suspensão de contas dos envolvidos nas redes.

Conforme apurações, Hytalo Santos gravava danças com menores em situações de pouca roupa e monetizava os conteúdos. Ele também criou uma casa, apelidada de “mansão”, onde jovens eram acolhidos com a concordância dos pais. O grupo passou a ser chamado de “filhos”, com muitos dos jovens aparecendo nos conteúdos do influenciador. A ostentação também chamou atenção, incluindo distribuição de celulares, carros e até cirurgias plásticas para as adolescentes associadas ao grupo.

A tipificação de tráfico humano prevê pena de 4 a 8 anos de reclusão, com aumento de um terço até metade se o crime envolve criança ou adolescente, podendo chegar a 12 anos. As investigações apontam para condutas de exploração de menores pela internet, levando autoridades a prosseguir com a responsabilização dos envolvidos e a proteção das vítimas.

Continue acompanhando este caso e compartilhe sua opinião sobre o papel das autoridades, a responsabilidade de influenciadores digitais e as medidas necessárias para evitar abusos desse tipo na internet. Deixe seu comentário abaixo.

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