Nova análise do Pew Research Center, parte do projeto Global Religious Futures, aponta Singapura como o país com a maior diversidade religiosa do mundo em 2020, enquanto os Estados Unidos lideram a diversidade entre as nações mais populosas. O estudo utiliza o Índice de Diversidade Religiosa, o IDR, que em Singapura chega a 9,3 em 10, e abrange 201 países e territórios, classificando a população em sete categorias religiosas.
Singapura apresenta distribuição quase uniforme entre cristãos, muçulmanos, hindus, budistas, pessoas sem religião e outras tradições. Os budistas representam 31% da população, as pessoas sem religião 20%, os cristãos 19%, muçulmanos 16%, hindus 5% e outras religiões 9%.
O Suriname aparece em segundo lugar, com cerca de 53% de cristãos, 22% hindus, 13% muçulmanos e 8% sem religião, sendo o único país latino-americano entre os 10 mais diversificados.
Outros países no topo costumam ficar na região da Ásia-Pacífico ou na África, e a França é a única nação europeia entre os 10 mais diversos, com 46% de cristãos, 43% sem religião e 9% muçulmanos.
Quanto aos maiores do mundo, os Estados Unidos ocupam a 32ª posição no ranking, mas lideram a diversidade entre as 10 nações mais populosas. Estima-se que 64% da população seja cristã, 30% sem religião, e os muçulmanos, hindus, budistas, judeus e pessoas de outras tradições somam cerca de 6%.
A Nigéria, segundo país mais populoso da África, é o segundo mais diverso entre as 10 maiores nações, com cristãos e muçulmanos cada um acima de 40% da população, refletindo um equilíbrio relativo entre as duas principais tradições.
O Paquistão, onde muçulmanos somam cerca de 97% da população, é apontado como o menos diverso entre as 10 maiores, com IDR de 0,8.
Juntos, os 10 países mais populosos concentram quase 60% da população mundial, ressaltando a importância da dinâmica religiosa na formação de testemunhos cristãos e de relações inter-religiosas. Em 194 dos 201 países analisados, pelo menos 50% da população pertence a uma religião; 43 locais têm pelo menos 95% da população seguindo a mesma fé, com a maioria sendo muçulmana (25 países) ou cristã (17), e apenas um budista.
Regionalmente, a Ásia-Pacífico é a mais diversa, com IDR de 8,7 e sem maioria absoluta, já que a parcela de não afiliados chega a cerca de um terço. Três zonas aparecem como de alta diversidade: América do Norte (6,0), África Subsaariana (5,9) e Europa (5,6). América Latina e o Caribe são moderadamente diversos (3,1), enquanto Oriente Médio e Norte da África têm menor diversidade (1,3), com 94% da população muçulmana.
Sobre a presença cristã, os cristãos encontram-se espalhados globalmente, principalmente em países com diversidade moderada, mas também em nações altamente plurais como os EUA, a Nigéria e a Etiópia, revelando que o ministério e a vida pública ocorrem em contextos de convivência entre várias tradições religiosas.
Entre 2010 e 2020, a diversidade religiosa manteve-se estável globalmente, com mudanças locais. Nos EUA, a diversidade subiu de moderada para alta, enquanto a participação cristã caiu de 78% para 64%, e a parcela sem religião aumentou. A Irlanda passou de baixa para moderada, e a Holanda viu a transição de muito alta para alta diversidade, com o crescimento de não religiosos.
O estudo destaca que as mudanças na composição religiosa nem sempre alteram os níveis globais de diversidade, pois grandes grupos podem trocar de posição sem modificar o conjunto. Para as igrejas cristãs, isso aponta para um mundo em que o cristianismo continua relevante, mas atua em ecossistemas religiosos cada vez mais variados, desde Singapura até a Nigéria.
Como você enxerga esse cenário de pluralismo religioso impactando a vida na sua cidade ou região? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como as diferenças religiosas influenciam o convívio diário.

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