Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça incendiar navios

Escrito por: Diógenes Cunha

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A Guarda Revolucionária do Irã declarou que o Estreito de Ormuz, a principal passagem marítima do petróleo no Oriente Médio, está fechado e anunciou que incendiará navios que tentarem atravessá-lo. A medida vem como retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei e tem implicações para o fluxo global de petróleo, já que o estreito responde por cerca de 20% do consumo mundial.

Segundo Ebrahim Jabari, assessor do comandante, o fechamento é definitivo e o estreito permanecerá interditado enquanto durar a retaliação. “O estreito está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha incendiarão esses navios”, afirmou.

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, afirmou que Teerã não atacou países vizinhos, apenas alvos militares, em resposta aos ataques coordenados pelos EUA e por Israel que ceifaram autoridades iranianas, incluindo o aiatolá Khamenei. Mísseis e drones atingiram Israel, Kuwait, Emirados Árabes, Bahrein, Catar e Arábia Saudita, segundo a visão iraniana.

Especialistas alertam que a volatilidade nos preços do petróleo deve se manter entre US$ 80 e US$ 100 por barril após os ataques. Marcus D’Elia, sócio da Leggio Consultoria, ressalta que o tempo de fechamento do estreito será determinante. Se ficar bloqueado por mais de 40 dias, há risco de escassez global. O Estreito de Ormuz representa cerca de 15% da produção mundial de petróleo, com 80% desse volume indo para a Ásia (China, Índia, Japão e Coreia). Com as ameaças, as petroleiras suspenderam a navegação no trecho.

Especialistas destacam que o fechamento pode se tornar total se minas subaquáticas forem usadas, exigindo mais tempo para restabelecer a navegabilidade, ou pode permanecer parcial conforme o nível de risco aos navios aumenta, elevando seguros e fretes. O tempo de interrupção será crucial para o impacto no abastecimento global e nas transações de petróleo.

Como você interpreta esse desdobramento? Deixe seu comentário abaixo com a sua leitura sobre os impactos para economia, energia e segurança regional.

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