Clínica Clivan, situada na Avenida Garibaldi, foi interditada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) após ao menos 30 pacientes denunciarem perda de visão e dor após cirurgia de catarata. O local tinha convênio com a gestão municipal e atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Um grupo de pelo menos 30 pessoas relatou as mesmas queixas relacionadas à cirurgia. Conforme os relatos, os pacientes tiveram os primeiros atendimentos na clínica e, em seguida, foram encaminhados ao Hospital Santa Luzia, no bairro Nazaré, com dores e perda de visão.
A TV Bahia apurou que muitos ainda não sabem o que causou as dores ou as consequências e temem pela visão. Familiares afirmam que a clínica não esclareceu o que ocorreu nem o andamento das investigações.
Familiares também relatam que quatro pacientes já perderam um olho após diagnóstico de uma bactéria no Hospital Geral do Estado (HGE). Assim como os demais, eles passaram pela cirurgia na clínica e, ao apresentar dor e perda de visão, foram orientados a buscar atendimento no HGE.
Um caso citado envolve Iranildes, de Acajutiba, interior da Bahia. Ela contou que a mãe idosa foi atendida pela clínica e, após novas dores, procurou atendimento no Hospital Santa Luzia, onde aguarda parecer de um cirurgião para definir os próximos passos.
Em nota, a SMS detalhou que a Clínica Clivan estava licenciada pela vigilância sanitária municipal, com alvará vigente. No entanto, foram adotadas medidas cautelares: suspensão do alvará sanitário, interdição temporária dos serviços em apuração, instauração de processo administrativo sanitário para verificação das condições de funcionamento e conformidade com as normas vigentes, além de notificação ao Ministério Público e ao Cremeb.
O Cremeb informou que realizou fiscalização na clínica nesta segunda-feira. As sanções a serem aplicadas deverão ser divulgadas após a análise. A clínica de oftalmologia, em nota, afirmou que todos os protocolos clínicos, técnicos e de biossegurança foram rigorosamente seguidos, e que realiza mais de 8 mil cirurgias por ano, mantendo histórico de segurança e qualidade, o que, segundo a própria instituição, reforça o caráter pontual do episódio. Garantiu compromisso com a saúde, bem-estar e transparência, assegurando acompanhamento responsável e humanizado aos pacientes.
A cobertura ressalta a necessidade de apuração criteriosa dos relatos e de transparência no atendimento, acompanhada de medidas que protejam a segurança dos pacientes e vistoriem as condições da clínica.
Como você avalia a atuação das autoridades e da clínica diante deste caso? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre segurança em procedimentos oftalmológicos.

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