Não há cenário de vitória antecipada nem terra arrasada para o governo ou para a oposição na Bahia. A indefinição sobre os rumos das urnas em outubro fica clara na pesquisa Séculus divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Bahia Notícias. Enquanto ACM Neto (União) aparece com vantagem inicial, Jerônimo Rodrigues (PT) começa com uma margem positiva, fortalecida por uma máquina eleitoral a seu favor.
A leitura mais evidente é de que a disputa em dois turnos é improvável. Sem uma candidatura de terceira via, como João Roma (PL) em 2022, o embate entre Jerônimo e Neto tende a se repetir em 2026. Os nomes do Novo e do PSOL podem marcar posição, mas, no fim, não alteram o cenário dominante.
Neto tem recall eleitoral forte, puxado pela gestão de Salvador e pela história associada ao seu nome. Jerônimo Rodrigues, embora ainda emergente, não é mais um desconhecido, o que reduz o espaço de crescimento. Entre as duas candidaturas, as rejeições de cada lado criam margens finas para um favoritismo claro, enquanto governistas tentam descredibilizar a pesquisa e a oposição celebra os números apurados.
Além da corrida pela Bahia, os números da disputa presidencial ajudam a entender o cenário. Lula não atinge 50% das intenções de voto no 1º turno e, mesmo em uma eventual segunda rodada contra Flávio Bolsonaro, não ultrapassa o patamar. Esse é o principal alerta para governistas: não há crescimento de Jerônimo sem avanço de Lula na Bahia. Em 2022, o grupo de Neto lutou para que Lula não atingisse 70% dos votos e terminou o segundo turno com 72,12%. Em 2026, a leitura é de que Lula não poderia atingir 60% dos votos — especialmente com a disputa local limitada a um único turno —, o que justifica a aposta da oposição em conter o efeito Lula para favorecer Jerônimo.
A pesquisa abre caminhos e expectativas para os envolvidos no processo eleitoral, servindo para movimentar os bastidores da política local — quer se ame ou se odie os resultados.
E você, como vê esse cenário? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas ideias sobre o papel de Jerônimo, Neto e Lula na Bahia e no país.

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