Arquivo Público da Bahia recebe novos investimentos do Estado em celebração de 136 anos

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O Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) completou 136 anos, reafirmando-se como um dos principais guardiões da memória baiana. Nesta quinta-feira (5), o governador Jerônimo Rodrigues entregou melhorias, anunciou investimentos e ressaltou a importância da preservação do acervo histórico.

A celebração contou com o reconhecimento regional da UNESCO, por meio do Programa Memória do Mundo. A coleção Passaportes de Escravizados, Libertos, Livres e Africanos (1821-1889) passou a integrar o Registro Regional da América Latina e Caribe, fortalecendo pesquisas sobre o período da escravização. Com isso, o APEB torna-se a primeira instituição baiana a alcançar essa etapa regional e entra na disputa pelo reconhecimento global.

Preservar a memória é proteger o patrimônio do povo baiano, e o reconhecimento da UNESCO amplia a relevância mundial do acervo, afirmou o governador. A segurança do acervo também foi reforçada com a resolução judicial que reconheceu o pagamento integral de R$ 8 milhões, assegurando a permanência do Arquivo no Solar da Quinta e eliminando o risco de leilão.

Foram anunciadas melhorias estruturais, a implantação do Laboratório de Digitalização e o restauro de uma fonte histórica no pátio do Arquivo, parte do conjunto arquitetônico do Solar da Quinta. A antiga Sala do Pesquisador foi rebatizada como Sala Dr. Luiz Gama, com novos equipamentos, mobiliário e climatização, em investimento de R$ 50 mil da Fundação Pedro Calmon.

O Laboratório de Digitalização, criado por meio de convênio com o Ministério da Cultura, recebeu R$ 100 mil e está equipado com câmeras profissionais, scanners planetários A3, computadores de alto desempenho e notebooks. O secretário de Cultura, Bruno Monteiro, ressaltou que modernization amplia o acesso e protege o acervo, democratizando o conhecimento.

Para o diretor do APEB, Jorge X, as melhorias estruturais e tecnológicas fortalecem os fluxos de trabalho, aumentam a segurança do acervo e permitem que mais pesquisadores tenham acesso a documentos fundamentais para entender a história da Bahia e do Brasil.

Durante o evento, também foram autorizados, no âmbito do Novo PAC, projetos de restauração de espaços históricos da Bahia, em parceria entre o Ministério da Cultura, a Secretaria de Cultura do Estado e o IPAC. Entre os imóveis contemplados estão a Faculdade de Medicina da Bahia, o Convento de Santa Clara do Desterro, o Ilha Maróia Laji (Terreiro do Alaketu), a Casa do Samba de Santo Amaro e a Casa Berquó e Sete Candeeiros, onde será criado o Centro de Referência do Patrimônio.

Essas ações reforçam o compromisso do Estado com a valorização da memória e da cultura baiana, ampliando a proteção e o acesso ao patrimônio histórico para moradores e pesquisadores. E você, o que acha dessas iniciativas para a preservação da memória da Bahia? Deixe sua opinião nos comentários.

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