
O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou, nesta sexta-feira, que as instituições financeiras associadas vão antecipar R$ 32,5 bilhões para o caixa do fundo, correspondente a 60 meses de atuação. A medida busca conter o rombo estimado em R$ 40 bilhões após a liquidação do Banco Master.
Na terça-feira, o Banco Central publicou uma resolução permitindo que as instituições deduzam, dos depósitos compulsórios, os valores adiantados ao FGC. A orientação facilita a recomposição dos recursos usados para garantir credores do conglomerado.
O FGC é um fundo privado formado por recursos dos bancos associados e oferece proteção de até R$ 250 mil por investimento em caso de liquidações. O rombo do Master é o maior desde a criação do fundo, em 1995, quando o banco Master foi liquidado em 18 de novembro do ano passado por suspeitas de fraudes bilionárias.
Segundo o FGC, até agora já foram pagos R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado (Banco Master, Master de Investimento e Letsbank), o que representa 94% do total a ser pago. Aproximadamente 675 mil credores já receberam os valores. Em relação ao Will Bank, já foram pagos R$ 115 milhões; neste primeiro momento, o FGC está quitando apenas quem tem valores a receber de até R$ 1.000.
Com as medidas em curso, o objetivo é manter a confiança do sistema financeiro e evitar impactos maiores sobre poupadores e empresas ligadas aos bancos. A liquidação do Master e o ajuste do FGC seguem repercutindo no ambiente regulatório e no ritmo de pagamento a credores.
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