O conflito entre Israel, EUA e Irã entrou no oitavo dia, com uma nova fase da ofensiva israelense contra Teerã e o Hezbollah no Líbano. A ofensiva se estende pela região do Golfo, com explosões em Jerusalém e relatos de ataques em Dubai, Manama e Riade, onde defesas interceptaram projéteis direcionados a bases militares americanas. O elevado ritmo dos ataques levou o aeroporto de Dubai a suspender temporariamente as operações, retomando-as pouco depois, parcialmente.
Gholamhossein Mohseni Ejei, chefe do Judiciário iraniano e membro do conselho de liderança, afirmou que a República Islâmica continuará atacando vizinhos que ofereçam aos inimigos pontos usados em agressões contra o Irã. Segundo ele, evidências das Forças Armadas mostram que a geografia de alguns países da região está, de forma aberta ou encoberta, à disposição do inimigo.
Mais cedo, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian pediu desculpas aos países vizinhos do Golfo e prometeu que não haverá novos lançamentos de projéteis contra eles, exceto em caso de ataque ao Irã a partir desses territórios.
A ofensiva envolve ações contra alvos próximos a Teerã e no Líbano, incluindo uma academia militar, um centro de comando subterrâneo e um depósito de mísseis. O aeroporto de Mehrabad, na capital iraniana, também foi atingido durante os ataques.
Enquanto Israel bombardava alvos do Hezbollah no sul e leste do Líbano, o Ministério da Saúde do país informou 16 mortos nos ataques deste sábado. O tom do discurso de Pezeshkian contra o ex-presidente Donald Trump — que, na sexta-feira, exigiu a rendição incondicional de Teerã — reforça a entrave diplomática que acompanha os embates regionais.
“Os inimigos levarão para o túmulo seu desejo de que o povo iraniano se renda”, disse Pezeshkian em transmissão televisiva. Explosões em Jerusalém também foram ouvidas neste sábado, com sirenes em várias cidades do Golfo. A Guarda Revolucionária Iraniana afirmou ter atacado com drone um petroleiro que tentava atravessar a passagem estratégica para o Golfo Pérsico.
Como esse conflito se desenha, o impacto já se vê em ações militares, retaliações regionais e tensões internacionais, com consequências para a segurança de moradores da região e para a economia global. O que você pensa sobre os desdobramentos e as possíveis saídas diplomáticas para reduzir a escalada? Comente abaixo com suas opiniões e perguntas para aprofundarmos o assunto nos próximos conteúdos.

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